- Um produtor de maple syrup em quebec foi flagrado diluindo o produto com açúcar de cana e vendendo aos supermercados.
- A descoberta ocorreu em uma operação de disfarce da única rede de imprensa Radio-Canada, com identidades falsas e gravações secretas.
- Amostras da marca, vendida em centenas de locais em quebec, foram encaminhadas ao Centro ACER para testes, que confirmaram a adição de açúcar de cana.
- O proprietário, Steve Bourdeau, inicialmente negou as acusações, chegando a alegar que a suspeita vinha de um fornecedor externo; ele disse que investigaria o ocorrido.
- O maple syrup é uma indústria critical em quebec, responsável por quase toda a produção do Canadá, com o barril de xarope valendo cerca de mil dólares e o setor movimentando quase um bilhão de dólares por ano.
No início de uma apuração midiática, jornalistas do programa Enquête, da Radio-Canada, revelaram indícios de adulteração em xarope de bordo produzido no Quebec. Em uma operação de investigação, pessoas se passaram por compradores e registraram conversas, chegando a um produtor que comercializa o produto para redes de supermercados.
Exames realizados no Le Centre ACER indicaram que o xarope de menor custo estava fortemente diluído com açúcar de cana. O material coletado foi encaminhado para análise laboratorial, que confirmou a presença da substância adicionada ao produto rotulado como xarope puro.
Contexto e protagonistas
Steve Bourdeau, produtor envolvido no caso, foi identificado pelas investigações como responsável pela comercialização de xarope supostamente puro a preços competitivos. Grandes redes varejistas, entre elas IGA e Metro, chegaram a fornecer o produto aos consumidores de diversas localidades do Quebec.
A direção da ACER, representada pela chefe de inspeção Geneviève Clermont, detalhou que cerca de 90% do xarope produzido em Quebec para venda a granel é testado, mas muitos itens envasados pelos próprios produtores não recebem fiscalização regular.
Cenário industrial e histórico
O adensamento do mercado de xarope de bordo no Quebec, com produção expressiva e valor de mercado elevado, atraiu atividades criminosas no passado. Em 2011, houve um furto maciço da reserva estratégica de xarope, resultando em várias prisões e sentenças. A reportagem atual usa esse contexto para entender a vulnerabilidade da cadeia de fornecimento.
Bourdeau inicialmente negou as irregularidades ao ser confrontado com os dados laboratoriais, sugerindo que um fornecedor fora da província seria responsável pela adulteração. Em seguida, informou que iniciaria uma investigação própria sobre o ocorrido e planejava implementar um sistema de inspeção.
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