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Roma continua buscando Emanuela Orlandi nos porões de mansão

Roma reabre buscas por Emanuela Orlandi, com escavações em mansão ligada à Máfia Magliana, sem garantia de encontrar restos

Manifestación en la plaza Cavour de Roma, en enero de 2025, para pedir “verdad y justicia” para Emanuela Orlandi.
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  • Há mais de quatro meses as forças do ordenamento investigam jardins e sotãos de uma antiga mansão em Roma, ligando-se a catacumbas para esclarecer o desaparecimento de Emanuela Orlandi, em 1983.
  • A casa, conhecida como Villa Osio, confiscada pelo Estado e hoje a Casa do Jazz da prefeitura, pertenceu à máfia romana Magliana, ligada a Enrico Nicoletti; a hipótese mais aceita é de sequestro por encomenda para pressionar o Vaticano.
  • A investigação já envolve várias linhas, com comissões parlamentares e novas pistas; nesta quinta-feira, o interrogatório durou sete horas com Marco Accetti, que em 2013 se confessou ter participado do sequestro.
  • Os trabalhos têm enfrentado atrasos por condições climáticas e dificuldades técnicas; houve abertura de várias galerias, ligações com catacumbas antigas e o desmoronamento de estruturas, levando a novas operações.
  • Também é mencionada a família do juiz Paolo Adinolfi, desaparecido em 1994, cuja investigação no local busca acaso semelhante; até o momento não houve confirmação de restos.

Roma reforçou as buscas pela jovem Emanuela Orlandi, desaparecida em 1983, em uma mansão associada à Magliana. Desde o fim de 2025, equipes trabalham nos jardins, sotãos e até catacumbas, sem garantia de resultado. A investigação busca esclarecer um dos casos mais intrigantes da Itália.

A casa investigada, conhecida como Villa Osio, pertenceu a uma antiga banca e hoje abriga a Casa del Jazz do município. O histórico envolve uma ligação com a Máfia e serviços secretos, com a hipótese de sequestro a pedido da máfia para pressionar o Vaticano.

Entre as linhas de investigação, investigadores já testaram várias teorias sobre o motivo do suposto sequestro, desde pressões financeiras até redes de pedofilia, passando por negociações envolvendo atentados contra o Papa. Não há confirmação de crime até o momento.

Ao longo dos últimos meses, a comissão parlamentar tem reaberto o caso com novas testemunhas. Nesta semana, o depoimento de Marco Accetti durou sete horas; ele se autoinculpou em 2013, apresentando uma flauta que supostamente estava nas mãos de Orlandi.

Paralelamente, surgem relatos sobre outras vítimas ligadas à mesma gangue. Em 1994, os filhos do juiz Paolo Adinolfi passaram a ser foco de investigações que também miravam Enrico Nicoletti, tesoureiro da Magliana, ligado a operações clandestinas na cidade.

A obra de escavação, iniciada no mês passado, transformou-se em uma investigação que envolve técnicas arqueológicas e condições climáticas adversas. Os trabalhos buscavam uma passagem para uma galeria que conectaria com estruturas subterrâneas da antiga Roma.

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