- A defesa de Daniel Vorcaro afirma que ele está disposto a “não poupar ninguém” em uma delação premiada com a Polícia Federal, apresentando provas adicionais além do material já apreendido.
- Acordo de colaboração pode incluir João Carlos Mansur, ex-controlador da Reag Investimentos, que também é defendido por José Luís Oliveira Lima.
- O advogado Lima teve reuniões com investigadores da Polícia Federal, sinalizando avanço nas tratativas de colaboração; o tema envolve ainda o ministro André Mendonça.
- A Polícia Federal sustenta que a Reag Investimentos foi um dos principais canais de desvios do caixa do Master para contas de Vorcaro, sócios e pagamentos a políticos e autoridades públicas.
- A Reag Investimentos está no radar da CPI do Crime Organizado por suspeitas de envolvimento em operações de lavagem de dinheiro para facções criminosas, após a operação Carbono Oculto deflagrada em agosto de 2025.
A defesa de Daniel Vorcaro afirma que o banqueiro está disposto a “não poupar ninguém” em uma eventual delação premiada em negociação com a Polícia Federal. O acordo pode envolver também João Carlos Mansur, ex-controlador da Reag Investimentos, defendido por José Luís Oliveira Lima. Querelas sobre o acordo já sinalizam avanços.
A apuração aponta que Vorcaro pretende apresentar provas que vão além do material já apreendido, incluindo documentos e dados armazenados em celulares e endereços vinculados a ele. Além disso, há a possibilidade de um acordo conjunto com Mansur.
Progresso nas tratativas
Segundo relatos, houve reuniões de Lima com investigadores da PF e com o ministro André Mendonça, indicando avanço nas tratativas de colaboração. A PF aponta que a Reag Investimentos atuava como canal de distribuição de recursos desviados do caixa do Master para contas pessoais de Vorcaro e de sócios.
Contexto e desdobramentos
A investigação aponta que parte dos recursos desviados teria beneficiado políticos e autoridades públicas. A gestora é alvo da CPI do Crime Organizado por suspeitas de lavagem de dinheiro para facções criminosas. A operação Carbono Oculto, de agosto de 2025, envolve ainda fraudes no setor de combustíveis e sonegação fiscal.
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