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CPI quebra sigilos de cunhado de Vorcaro e de Sicário; convoca servidores do BC

CPI aprova quebra de sigilos de cunhado de Vorcaro e de ‘Sicário’ e convoca servidores do Banco Central para depor sobre informações privilegiadas

Comissão aprovou, também, a convocação de servidores do BC aliciados por Daniel Vorcaro para fornecer informações privilegiadas. (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)
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  • A CPI aprovou a quebra dos sigilos fiscal, telefônico e telemático de Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, e de Luiz Philippi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”; também aprovou a convocação de dois servidores do Banco Central e de um policial federal aposentado ligados ao caso.
  • Também foi aprovado o envio de Relatórios de Inteligência Financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sobre Sicário e um pedido ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, para informações sobre a morte dele.
  • Foram aprovados requerimentos para obter dados sobre a aeronave Embraer Legacy 650, prefixo PP-NLR, incluindo registros no Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), histórico de propriedade e lista de passageiros dos últimos meses.
  • Também pedem informações à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e à empresa Prime Aviation Táxi Aéreo e Serviços Ltda. sobre contratos de uso do jato e dados de proprietários/operadores em 2025 e 2026, além de logs de operações.
  • Em meio à sessão, o fundador da gestora Reag, João Carlos Mansur, negou irregularidades e ligação com o PCC; a Reag foi liquidada pelo Banco Central por suspeitas ligadas ao Banco Master.

A CPI do Crime Organizado aprovou, nesta quarta-feira (11), a quebra dos sigilos fiscal, telefônico e telemático de Fabiano Zettel, empresário e pastor, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, e de Luiz Philippi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário. Zettel estaria ligado a supostas fraudes envolvendo o Master. Sicário teria atuado como operador de um grupo ligado a ameaças ao banqueiro.

A decisão ocorreu em bloco, sem análise individual de requerimentos, e também prevê a convocação de dois servidores do Banco Central, Paulo Sérgio Neves de Souza e Bellini Santana, que teriam sido aliciados para fornecer informações privilegiadas sobre a liquidação do Banco Master. O policial federal aposentado Marilson Roseno também foi citado como integrante do grupo de Sicário.

Relatórios de Inteligência Financeira e informações sobre a morte de Sicário

Um requerimento também solicita o envio de Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) do Coaf, bem como informações ao ministro André Mendonça, do STF, sobre a morte de Sicário, que cometeu suicídio na cadeia recentemente. Além disso, há um pedido para detalhar as circunstâncias do afastamento de Souza e Santana do BC.

Informações sobre a aeronave e dados de voos

Os senadores aprovaram requerimentos para obter dados sobre a aeronave Embraer Legacy 650, prefixo PP-NLR, e os passageiros que a utilizaram nos últimos meses. Os pedidos visam a relação da aeronave com Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Acesse, segundo a CPI, dados da ANAC, da Prime Aviation Táxi Aéreo e Serviços Ltda., além do registro no RAB.

Concessões de informações detalhadas por dados de 2025 e 2026

Os requerimentos solicitam identificação de proprietários, operadores ou exploradores registrados ao longo de 2025 e 2026, bem como a lista de passageiros de voos, registros de contratos de serviços e de compartilhamento ligados ao uso da aeronave por Vorcaro ou empresas do grupo Prime You/Fractions.

Justificativa e objetivo da CPI

Segundo a justificativa, as informações são necessárias para avançar as investigações da CPI, que busca apurar possíveis ligações entre organizações criminosas e estruturas financeiras ou empresariais. A apuração visa esclarecer relações entre o grupo Vorcaro e instituições financeiras.

Fundador da Reag nega irregularidades

Durante a sessão, foi apresentado depoimento de João Carlos Mansur, fundador da gestora Reag, sob suspeita de irregularidades ligadas ao Banco Master e ao PCC. Mansur afirmou que o banco era apenas um cliente entre muitos, negando envolvimento direto da Reag com o PCC, conforme informações da apuração policial.

Contexto da operação e desdobramentos

A Reag foi alvo de investigação que levou à sua liquidação pelo Banco Central no início deste ano, em meio a suspeitas de ter atuado em operações de investimento associadas ao PCC. A CPI continua acompanhando as ligações entre participantes da operação Master e estruturas financeiras envolvidas.

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