- A Polícia Federal prendeu temporariamente o ex-secretário de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano do Rio Grande do Sul, Marcelo Caumo, por envolvimento em desvios de recursos destinados às enchentes de 2024.
- Caumo, que já era prefeito de Lajeado na época, é apontado como parte de irregularidades em três licitações da prefeitura, com empresas de um mesmo grupo econômico e valores acima dos preços de mercado.
- A operação Lamaçal, desdobramento de uma ação anterior, envolve 20 mandados de busca e apreensão e um segundo mandado de prisão temporária ainda não divulgado.
- Os ataques ocorreram em Lajeado, Porto Alegre e outras cidades gaúchas: Encantado, Fazenda Vilanova, Garibaldi, Muçum, Novo Hamburgo e Salvador do Sul.
- Os investigados podem responder por desvio de verbas públicas, contratação direta irregular, fraude em licitação, corrupção, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira o ex-secretário de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano do governo do Rio Grande do Sul, Marcelo Caumo, suspeito de envolvimento em desvios de recursos destinados às enchentes de 2024. A ação faz parte da continuidade da Operação Lamaçal, realizada pela PF com apoio do TRF-4.
Caumo, que na época estava à frente da prefeitura de Lajeado, é investigado por supostos desvios no Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS). As apurações apontam irregularidades em três licitações para assistência social, ligadas a um mesmo grupo econômico.
A operação desta quinta-feira cumpriu 20 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão temporária, expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Além de Lajeado, as diligências ocorreram em Porto Alegre e outras cidades gaúchas.
Operação Lamaçal
Os investigadores investigam possibilidades de divergências entre propostas apresentadas e a melhor oferta, bem como pagamentos acima de valores de mercado. Entre os possíveis crimes estão desvio de verbas públicas, fraude em licitação, corrupção e lavagem de dinheiro.
Os envolvidos podem responder por desvio ou aplicação indevida de recursos públicos, contratação direta ilegal e associação criminosa. A PF não divulgou detalhes sobre o segundo alvo da prisão temporária. O andamento da investigação permanece em sigilo.
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