- A CPI do Crime Organizado pode determinar a quebra de sigilos da empresa Maridt Participações, ligada a pagamentos do Banco Master a Dias Toffoli.
- Maridt deverá fornecer informações à investigação, com sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático violados.
- Foras aprovados convites para depor, incluindo o banqueiro Daniel Vorcaro e o próprio Toffoli; Alexandre de Moraes e a esposa, Viviane Barci, foram convidados, mas não são obrigados a comparecer.
- O ex-procurador Deltan Dallagnol afirma que abrir a caixa preta da Maridt pode revelar o que Toffoli estaria escondendo; a cientista política Júlia Lucy elogia o papel do Congresso.
- Há negociação de delação premiada envolvendo dois servidores do INSS, Virgílio Oliveira Filho e André Fidelis, com possível envolvimento de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, segundo a matéria; defesa de Lulinha classifica as informações como factoides.
A CPI do Crime Organizado pode abrir uma “caixa preta” sobre a Maridt Participações, empresa do qual o ministro Dias Toffoli, do STF, teria recebido pagamentos ligados ao Banco Master. A quebra de sigilos será analisada no âmbito da comissão.
A Maridt deverá fornecer informações para a apuração, com sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático podendo ser desobrigado. Participam da investigação, a pedido, o dono do Banco Master e Toffoli, que serão ouvidos.
A CPI aprovou convites para ouvir o ministro Alexandre de Moraes e a esposa dele, Viviane Barci, porém não há obrigação de comparecimento. O plano é ampliar o escopo de diligências e obter documentos.
Para alguns participantes, a abertura da investigação é vista como etapa importante para o avanço do trabalho da CPI e para o esclarecimento de eventuais irregularidades envolvendo autoridades. A expectativa é de novas informações nos próximos desdobramentos.
Sigilo, depoimentos e agenda da comissão
Entre as possibilidades está a evolução de delações premiadas envolvendo o INSS. Segundo uma reportagem, negocia-se com dois executivos da autarquia para obter informações em troca de redução de pena, o que poderia implicar outras figuras públicas.
A defesa de um dos investigados no caso do INSS rebateu as informações de envolvimento, qualificando-as como factóides e pedindo acesso à investigação. A depender das provas, novas frentes podem surgir.
Essa relação entre a investigação da Maridt e possíveis delações no INSS é apontada por analistas como potencial desdobramento que pode impactar o cenário político, sem que haja qualquer conclusão até o momento.
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