- Os liberaldemocratas pediram à Financial Conduct Authority (FCA) que investigue Peter Mandelson por possível uso indevido de informação confidencial para Epstein.
- Em carta, Daisy Cooper afirma que Mandelson pode ter compartilhado material sensível com Epstein e que isso poderia configurar abuso de leis de insider trading.
- E-mails mostram Mandelson, quando secretário de negócios, ter avisado Epstein sobre eventos de mercado, incluindo a renúncia de Gordon Brown e um acordo de resgate da zona do euro.
- As mensagens sugerem que isso pode ter influenciado preços de ações e da libra, em meio a momentos de instabilidade pós-crise de 2008.
- Mandelson já anunciou sua renúncia do Parlamento; a polícia de Londres abriu investigação criminal sobre as divulgações de e-mails confidenciais a Epstein.
Os Lib Dems pediram à FCA que avalie de forma imediata Peter Mandelson, após alegações de que ele poderia ter partilhado informações confidenciais do governo com Jeffrey Epstein, zoonando a prática de insider trading. A denúncia envolve possível uso de dados sensíveis para ganhos no mercado, após a crise de 2008.
A deputada Daisy Cooper enviou a carta ao CEO da FCA, Nikhil Rathi, defendendo uma apuração rigorosa sobre se Mandelson ou terceiros teriam obtido lucros com material privilegiado. Ela ressalta que a privacidade de informações estatais pode ter favorecido Epstein ou seus aliados.
Cooper também aponta mensagens que sugerem que Mandelson encaminhou documentos confidenciais a Epstein em 2009, com opções de política para finanças públicas, incluindo a venda de ativos. A pauta envolvia decisões fiscais e econômicas sensíveis.
Investigação da FCA
Segundo a Lib Dems, a entrega de informações confidenciais a um financista privado poderia criar vantagem injusta nos mercados. O grupo também sugere possível benefício financeiro para Mandelson.
A polícia metropolitana abriu uma apuração criminal sobre os supostos vazamentos de e-mails relacionados a Epstein. A FCA afirmou que não comentaria além do informado pela investigação policial.
Mandelson pediu comentário sobre o caso. O episódio ganhou destaque em Westminster e coincidiu com a demissão dele do cargo no Parlamento Britânico, além de sua saída do posto anterior como embaixador no exterior.
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