- Os procuradores suíços convocaram, para o mês que vem, um atual e um ex-dirigente local para depor, ampliando o foco da investigação sobre o incêndio no bar Le Constellation em Crans-Montana.
- O incidente deixou quarenta mortes, na maioria adolescentes, e cento e dezesseis feridos, alguns ainda hospitalizados com queimaduras graves.
- A polícia investiga os proprietários do bar, de nacionalidade francesa, por supostos homicídios culposos, entre outros crimes.
- Os investigadores também apontam falhas de segurança atribuídas à prefeitura de Crans-Montana, que teria deixado de realizar vistorias anuais.
- Há novos depoimentos agendados para fevereiro com o chefe de segurança do município e com o ex-chefe de segurança contra incêndios, além de continuidade de diligências sobre o papel de autoridades locais.
O Ministério Público da região de Valais ampliou a investigação sobre o incêndio fatal no bar Le Constellation, em Crans-Montana, para incluir autoridades locais. Atualmente, há a convocação de um funcionário público em exercício e de um ex-secretário municipal para depoimento no próximo mês. A mudança eleva o risco de responsabilização por falhas de segurança.
Inicialmente, o foco era nos proprietários franceses do bar, suspeitos de homicídio culposo entre outras acusações. O fogo deixou 40 mortos, na maioria adolescentes, e 116 feridos, muitos com queimaduras graves. A tragédia gerou forte abalo no turismo da região alpina.
Novo foco da investigação
A justiça confirmou que a prefeitura de Crans-Montana pode responder por falhas na fiscalização de segurança, conforme documentos oficiais. O pedido da própria prefeitura para atuar como parte interessada foi negado pelo Ministério Público de Valais em 27 de janeiro.
O chefe de segurança da cidade está marcado para depor em 6 de fevereiro, segundo a defesa. O ex-chefe de proteção contra incêndios municipal deverá responder no dia 9 de fevereiro, ainda conforme os registros.
Jacques e Jessica Moretti, proprietários do bar, também terão novas audiências, embora não estejam detidos. Eles reiteraram disposição para colaborar e manifestaram pesar pela tragédia. O objetivo é esclarecer responsabilidades por falhas apontadas na fiscalização de normas de segurança.
As autoridades locais não comentaram imediatamente o andamento da investigação. A Comissão de Segurança de Crans-Montana já indicou que várias verificações anuais não teriam ocorrido, conforme reportado anteriormente. A origem do fogo continua sob apuração.
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