- A Fraternidade São Pio Xº, grupo ultratradicionalista, foi excomungada após consagrar quatro bispos sem aprovação do papa Leão XIV, na quarta-feira anterior.
- As consagrações foram em Ecône, Suíça, e os novos bispos são Pascal Schreiber, Michael Goldade, Michel Poinsinet de Sivry e Marc Hanappier.
- Um padre do grupo afirmou que o grupo deve ser acolhido de volta pela Igreja sob um papa no futuro, citando Bento XVI como referência.
- O Vaticano já disse que houve diálogo oferecido antes do cisma; a excomunhão foi automática por realizar ordenações sem autorização.
- O grupo pratica a missa em latim, rejeita o diálogo com não católicos e já havia enfrentado ruptura com Roma no final dos anos oitenta.
Um padre da Fraternidade São Pio Xº, grupo ultratradicionalista dissidente, afirmou neste domingo que a instituição deve ser acolhida de volta pela Igreja sob um papa futuro. A declaração foi feita em Wil, na Suíça, após o grupo ter realizado uma cerimônia.
A frustração do grupo nasce de uma sequência de ações conferidas pela Igreja, que considera as ordens de quatro bispos sem autorização do Vaticano como um cisma. Em 1º de julho, a comunidade celebrou as ordenações sem aprovação papal.
A cerimônia ocorreu em Ecône, no oeste da Suíça, onde o grupo mantém sua sede. Os novos bispos consagrados foram Pascal Schreiber, Michael Goldade, Michel Poinsinet de Sivry e Marc Hanappier.
A excomunhão foi imposta nos anos 80 após a consagração de bispos sem anuência do então papa João Paulo II. Em 2009, Bento XVI revogou a excomunhão, buscando with a reconciliação com o grupo.
Histórico do grupo ultratradicionalista
Fundada em 1970, a Fraternidade São Pio Xº pratica a missa tradicional em latim e rejeita diálogo formal com não católicos. A sede fica na Suíça, mas o grupo tem seguidores ao redor do mundo, incluindo no Brasil.
O fundador Marcel Lefebvre conduziu as ordens sem aprovação do Papa, levando à ruptura com Roma. O Vaticano negociou uma recuperação canônica dos membros em 2009, sob Bento XVI.
A comunidade sustenta que a Igreja perdeu a fidelidade à tradição, afirmando que as tensões com o Vaticano não encerraram o debate sobre la a liturgia e a doutrina.
Reação e atualizações
Georg Kopf, sacerdote da Fraternidade, afirmou que um futuro papa acolherá o grupo de volta, citando Bento XVI como modelo. Ele pediu que a porta se abrisse o quanto antes.
O Vaticano informou que ofereceu diálogo ao grupo antes do episódio, considerado grave por ordenar bispos sem aprovação. A hierarquia católica mantém a posição de que as ordenações não podem ocorrer sem autorização.
A liderança do grupo argumenta que as ações foram motivadas pelo cuidado com a salvação das almas, em vez de romper com Roma, segundo o representante em Wil.
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