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M2 Browning: como funciona a metralhadora utilizada pela Ucrânia

Ucrânia amplia uso de robôs terrestres armados com M2 Browning, mantendo o poder de fogo sem expor soldados

M2 Browning foi desenvolvida no fim da Primeira Guerra Mundial
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  • Ucrânia amplia uso de robôs terrestres armados, com a metralhadora M2 Browning calibre .50 sendo frequentemente instalada nesses equipamentos.
  • A M2 Browning pesa cerca de 38 quilos sem munição e é usada em robôs para manter o poder de fogo sem colocar soldados na linha de frente.
  • O Droid TW, da empresa ucraniana DevDroid, é um exemplo de plataforma que recebe a Browning e pode ganhar lançadores de granadas, metralhadoras e foguetes antitanque.
  • Cerca de 90% dos robôs Droid TW em serviço já estão armados com a Browning, segundo a DevDroid, por disponibilidade e confiabilidade.
  • Além de combate, as plataformas robóticas são usadas para transporte de munição, evacuação de feridos, remoção de minas e entrega de explosivos, com mais de 50 mil missões só neste ano.

A Ucrânia tem ampliado o uso de robôs terrestres armados para enfrentar as tropas russas, combinando tecnologias modernas com armamentos antigos. Entre eles está a metralhadora M2 Browning calibre .50, desenvolvida no fim da Primeira Guerra Mundial e ainda hoje reconhecida pela durabilidade.

A M2 Browning, que pesa cerca de 38 quilos sem munição, normalmente fica instalada em veículos militares devido ao peso. Na guerra no leste europeu, veículos tripulados sofrem ataques de minas e drones russos, tornando mais seguro o emprego da arma em robôs que atuam à distância.

Um dos modelos usados é o Droid TW, da empresa ucraniana DevDroid. Projetado para reconhecimento e ataques, ele não expõe soldados ao combate direto. Além da Browning, pode receber lançadores de granadas, outras metralhadoras e foguetes antitanque.

Segundo o diretor de P&D da DevDroid, Oleg Fedoryshyn, cerca de 90% dos robôs Droid TW usados pelo Exército ucraniano estão armados com a Browning. A disponibilidade da arma e sua confiabilidade em combate aparecem entre os fatores da escolha.

Outras fabricantes ucranianas também adotam a combinação, como FRDM Group e Frontline Robotics. Plataformas robóticas dessas empresas operam a Browning remotamente, com algumas descrições dos modelos como um “pequeno tanque” pela capacidade de combate.

Além de robôs terrestres, a Browning integra sistemas automatizados de defesa aérea para derrubar drones Shahed, empregados pela Rússia. A arma aparece como componente de diversos dispositivos de vigilância e resposta.

O Ministério da Defesa da Ucrânia classifica a Browning como arma lendária, destacando resistência e desempenho em conflitos ao longo de décadas. O equipamento já é utilizado por mais de 90 países e continua recebendo atualizações com tecnologias autônomas.

Enquanto amplia a frota de robôs, a Ucrânia também utiliza esses veículos em atividades logísticas. Entre elas, transporte de munição, evacuação de feridos, remoção de minas e entrega de explosivos em posições inimigas.

Autoridades ucranianas informam que, somente neste ano, os robôs participaram de mais de 50 mil missões logísticas e de evacuação, números superiores ao registrado no segundo semestre do ano anterior. O objetivo é reduzir a exposição de soldados ao combate.

Para desenvolvedores, o foco permanece reduzir o risco humano e ampliar funções no campo de batalha conforme as tecnologias avançam, com robôs assumindo cada vez mais tarefas operacionais.

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