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Últimas australianas ligadas ao EI deixam campo sírio antes de retorno

Últimas sete mulheres e quatorze crianças australianas deixaram o campo de al-Roj, em direção a Damasco, antes do retorno previsto ao país

Woman and children at al-Roj camp in Syria in April. The last remaining Australians at the camp have now reportedly left.
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  • Os últimos moradores australianos do acampamento de al-Roj teriam deixado o local e viajavam para Damasco, com retorno à Austrália previsto.
  • O grupo, composto por sete mulheres e 14 crianças, viajava em comboio acompanhado por uma escolta do governo sírio.
  • A saída não foi oficialmente confirmada e ainda não houve confirmação de passagens aéreas; o retorno pode levar alguns dias.
  • Uma mulher está sujeita a uma ordem de exclusão temporária para manter sua reentrada na Austrália sob controle.
  • O governo australiano não confirmou a saída do grupo; autoridades já adiantaram que quem retornar pode enfrentar acusações, conforme o caso.

Os últimos nove australianos ainda presos no acampamento de detenção de al-Roj deixaram o local rumo a Damasco, no nordeste da Síria, segundo imagens obtidas pela equipe da ABC News. O grupo, composto por sete mulheres e 14 crianças, viajava em comboio com escolta do governo sírio e deve, nos próximos dias, tentar voos de retorno à Austrália. A confirmação oficial não foi anunciada.

Pelo menos duas fontes indicaram que o grupo está sem bilhetes de passagem confirmados e que a saída pode representar a preparação para o retorno do conjunto de deslocados ao país natal. A viagem ocorreu sob escolta de autoridades sírias, em meio a relatos de deslocamento contínuo de detentos para o controle do governo.

Todos os cidadãos australianos possuem documentos de viagem. Entre eles, uma mulher está sujeita a uma ordem de exclusão temporária para impedir a reentrada na Austrália. O governo australiano não confirmou oficialmente a saída, e não havia registros de bilhetes emitidos no momento.

Afirmou-se que o retorno pode levar alguns dias. A ministra federal Tanya Plibersek mencionou que o segundo grupo enfrentará as mesmas consequências que o primeiro ao retornar, sem detalhar medidas específicas. Reportes indicam que o grupo anterior já enfrentou investigações e possíveis acusações ao desembarcar.

Os familiares são esposas, viúvas e filhos de combatentes do grupo extremista, com a maioria mantendo residência no acampamento há mais de seis anos. Há relatos de coerção ou tráfico que levaram algumas mulheres ao território controlado pelo IS, além de crianças nascidas no local que nunca saíram dele.

Este é o quinto grupo de australianos liberado de campos de detenção na Síria desde 2019. Os governos Morrison e Albanese conduziram cada um, em 2019 e 2022, operações de repatriação. No fim de 2023, outra leva tentou retornar, atravessando o Líbano após fuga de al-Hawl. No mês passado, quatro mulheres e nove filhos retornaram à Austrália a partir de Damasco, com três mulheres detidas ao chegarem a Melbourne e Sydney.

As mulheres detidas após o retorno estão sob custódia local. Entre as acusações, duas delas respondem por crimes relacionados à escravidão; outra mulher enfrenta acusações por ligação com organização terrorista e viagem a área proscrita. O acampamento de al-Roj, controlado pelas Forças Democráticas da Síria, vem sendo gradualmente desativado, com expectativa de transferência para o governo sírio.

O governo australiano mantém a posição de que nenhum apoio será concedido para facilitar o retorno de quem cometeu crimes, buscando a responsabilização na fronteira. O Departamento de Saúde comunicou que os retornados têm direito legal de retornar, mas podem ser processados se houver infrações. O governo dos EUA, que financia o acampamento, pressiona pela repatriação de seus cidadãos.

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