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Terras queimadas por Israel nos campos do sul do Líbano

Conflito no sul do Líbano expulsa 78% dos agricultores, destrói 22% das áreas cultiváveis e registra perdas ambientais de 600 milhões de euros, ampliando a insegurança alimentar

Ataque israelí, aparentemente con fósforo blanco, el 10 de mayo sobre el sur del Líbano.
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  • O conflito israelense já danificou mais de 22% das terras de cultivo do Líbano meridional e expulsou 78% dos agricultores da região sul.
  • A planície de Marjayún, perto da fronteira, tornou-se uma área com acesso negado, deixando antes férteis áreas agrícolas sem manejo.
  • Em quase três anos de bombardeios, mais de 10.600 casas foram destruídas, 55 aldeias estão sob ocupação e 1,2 milhão de pessoas foram deslocadas.
  • A produção agrícola local caiu, com produtores como Suleiman Zeidouni mantendo atividades isoladas; a CIF alerta insegurança alimentar para cerca de um quarto da população libanesa.
  • O dano ambiental atinge cerca de 600 milhões de euros até 2025, com milhares de hectares de plantações e florestas queimadas; uso de fósforo branco e glifosato é relatado.

O conflito entre Israel e o Líbano continua a afetar o sul libanês, com destruição de terras agrícolas, deslocamento de produtores e expulsão de grande parte dos agricultores da região de Marjayún. Dados oficiais indicam que mais de 22% das áreas cultiváveis do país foram danificadas nos últimos três anos de hostilidades, e 1,2 milhão de pessoas seguem deslocadas.

Os impactos atingem de forma centralizada produtores locais, como Suleiman Zeidouni, o último garzoneiro da zona ao norte da linha ocupada. Em Qlaya, ele mantém uma vaidade de laticínios que sustenta parte da comunidade, apesar de o acesso à planície de Marjayún estar bloqueado pelas forças israelenses. O território sofre com passagens limitadas e ações militares constantes.

A região fica a poucos quilômetros da fronteira com Israel, em um triângulo entre Qlaya, Al Jiam e Bourj el Mlouk. Agricultores relatam que, antes, ali se cultivavam pepinos, tomates, melancias e cereais, mas hoje trabalham com hesitação diante das explosões frequentes e do risco de passagem. O cenário é descrito por moradores como uma zona de morte.

Dano ambiental e econômico

O impacto ambiental da ofensiva tem sido significativo, segundo estudos de órgãos brasileiros e locais. Estima-se que, até 2025, perdas ambientais cheguem a centenas de milhões de euros, com milhares de hectares de áreas verdes, olivais e bosques devastados. A queima de plantações reduz a disponibilidade de alimento e prejudica a produção agrícola local.

Especialistas apontam que o uso de armas de alto poder destrutivo contribui para a eliminação de habitats e para a dificuldade de recuperação do setor agrícola. Observadores destacam que a destruição de áreas cultiváveis impede o retorno seguro de moradores e trabalhadores da zona, prolongando a crise humanitária.

Situação no campo e resposta local

O setor agrícola do sul libanês já enfrentava dificuldades por fatores econômicos e pela depreciação da moeda desde 2019. A guerra agravou o cenário, com muitos produtores perdendo animais e investindo recursos em culturas que não conseguiram iniciar de forma estável. Governos locais relatam quedas expressivas na produção anual.

Entre os produtores ainda ativos, trabalhadores mantêm atividades para abastecer as comunidades e manter a economia local. Diante das restrições de acesso, muitos agricultores reduzem a produção e recorrem a parcerias com organizações internacionais para promover irrigação, estufas e outras soluções de cultivo.

Consequências humanitárias

Relatórios oficiais indicam aumento da insegurança alimentar no país, com impactos severos na população vulnerável do sul. A cada temporada, a continuidade das hostilidades eleva o risco de desnutrição e piora a qualidade de vida de quem depende da agricultura para sobreviver. A prática de deslocamento forçado permanece alta na região.

O conjunto de dados de organizações de assistência aponta que a agricultura permanece como um dos pilares da economia local, mas enfrenta um cenário de fragilidade. Mesmo com possíveis retomadas, sem garantias de acesso seguro, o retorno pleno da atividade agrícola permanece incerta.

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