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Grupo cobra informações sobre brasileiras na flotilha sequestrada por Israel

Três brasileiras da flotilha de apoio a Gaza estão detidas por Israel há mais de 30 horas, sem contato consular ou confirmação de paradeiro

Uma das detidas Beatriz Moreira, militante do Movimento de Atingido por Barragens. Créditos: Divulgação
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  • Três brasileiras estavam na flotilha de apoio humanitário a Gaza a bordo da embarcação Amazona e foram detidas pela marinha israelense na terça-feira 18, no litoral do Chipre.
  • Beatriz Moreira é integrante do Movimento de Atingido por Barragens; Ariadne Teles é advogada de direitos humanos e coordenadora da Global Sumud Brasil; Thainara Rogério é desenvolvedora de software, nascida no Brasil e cidadã espanhola.
  • Não houve contatos para atendimento consular ou de advogados, e as detidas permanecem sob poder das forças israelenses há mais de 30 horas.
  • No total, 428 militantes civis de mais de quarenta países foram detidos pelos israelenses durante a operação.
  • O Itamaraty, junto com outros ministérios, assinou documento condenando os ataques, pediu medidas diplomáticas urgentes e acesso consular imediato, e citou que as autoridades israeleres teriam informado que os indivíduos seriam encaminhados a Ashdod.

Em mais de 30 horas, três brasileiras permanecem sob posse das forças israelenses após a interceptação de uma flotilha humanitária perto do litoral do Chipre. A embarcação Amazona, parte de uma delegação de apoio a Gaza, foi abordada pela marinha de Israel na terça-feira (18). Não houve comunicação sobre o paradeiro nem sobre a condição das detidas.

Segundo a coordenação brasileira do Global Sumud Flotilla, estão sob detenção Beatriz Moreira, do Movimento de Atingido por Barragens; Ariadne Teles, advogada de direitos humanos e coordenadora da Global Sumud Brasil; e Thainara Rogério, desenvolvedora de software, nascida no Brasil e com cidadania espanhola. A organização afirma que não houve atendimento consular ou acesso a advogados até o momento.

Ao todo, os militares israelenses prenderam 428 militantes civis, de mais de 40 países, conforme organizadores do movimento de apoio a Gaza. Em nota, o grupo afirma que a passagem visava romper o cerco e abrir um corredor humanitário para o povo palestino, diante de fome e deslocamentos forçados.

A Global Sumud Flotilla informou ter solicitado ao Ministério das Relações Exteriores medidas diplomáticas urgentes, com pedido de informações sobre o paradeiro, estado de saúde e assistência consular imediata para as brasileiras detidas. Também foi pedida condenação pública da interceptação, bem como ações perante a ONU e outros organismos para responsabilização.

Segundo a coordenação brasileira, o Itamaraty informou que os integrantes seriam encaminhados a Ashdod, com contato entre embaixadores de Tel Aviv e as advogadas das participantes. Até o fechamento desta edição, não havia detalhes sobre os paradeiros ou a situação legal das brasileiras.

Na terça-feira, o Itamaraty assinou documento conjunto com os ministérios de várias nações, incluindo Bangladesh, Colômbia, Espanha, Indonésia, Jordânia, Líbia, Maldivas, Paquistão e Turquia, em que os signatários condenam os ataques a flotilha Global Sumud e destacam tratar-se de iniciativa humanitária civil.

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