- O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, pediu a Paquistão que intensifique os esforços de mediação para uma resolução adequada sobre a abertura do estreito de Ormuz, vital para o comércio de energia chinês.
- A mensagem foi trocada em ligação com o ministro paquistanês Ishaq Dar, na véspera da visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à China.
- Trump afirmou que “ganhará a guerra” contra o Irã pela via pacífica ou de outra forma, e criticou a OTAN por não apoiá-lo no conflito.
- O presidente disse que não precisa da OTAN, mas, se precisasse, já teria sido decepcionado pela falta de apoio, durante declaração na Casa Branca antes de viajar a Pequim.
- O objetivo diplomático é ajudar a ver uma solução para a questão do estreito de Ormuz, por onde passam parte significativa das importações chinesas de petróleo e gás.
O chanceler chinês Wang Yi pediu nesta madrugada a Pakistão que intensifique os esforços de mediação para contribuir com uma solução para a abertura do estreito de Ormuz. A mensagem foi enviada em conversa telefônica com o ministro das Relações Exteriores paquistanês, Ishaq Dar, antes da chegada do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a China.
Segundo a própria diplomacia chinesa, o objetivo é facilitar uma resolução adequada da questão que envolve a passagem de cerca de 45% das importações chinesas de petróleo e gás pelo estreito. O pedido ocorre em meio a tensões regionais e a movimentações diplomáticas envolvendo Washington, Pequim e Islamabad.
Antes de viajar para Pequim, Trump afirmou que poderá vencer a guerra com Irã pela via pacífica ou por outros meios, sem depender da OTAN. O presidente americano criticou o apoio dos aliados e disse ter sido decepcionado pela atuação da aliança, durante declarações na Casa Branca.
A Reuters, o El País e outros veículos destacam que o momento envolve uma tensão estratégica ligada ao fluxo de energia e a consequências regionais. O objetivo diplomático é evitar escalada e buscar soluções por vias diplomáticas.
A evolução dos contatos entre China, Paquistão, Irã e EUA permanece em análise, com atenções voltadas para próximo posicionamento público de Pequim e possíveis novos contatos entre as partes envolvidas.
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