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Venezuela afirma à CIJ que é indispensável negociar Essequibo com Guiana

Venezuela afirma à Corte Internacional de Justiça que negociar com a Guiana é caminho indispensável para a disputa do Essequibo

A presidenta interina da Venezuela, Delcy Rodriguez. Foto: Efrain Gonzalez / Venezuelan Presidency / AFP
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  • A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou à Corte Internacional de Justiça que negociar o Essequibo com a Guiana é inevitável e indispensável.
  • A fala ocorreu em Haia, no maior tribunal da ONU, e a Venezuela diz que a solução negociada é um caminho para a controvérsia, por envolver petróleo no território.
  • Delcy enfatizou que o objetivo é resolver a disputa de forma política, pacífica e diplomática entre os dois países.
  • A disputa remonta ao século XIX e ganhou força em 2015, com descobertas de petróleo pela ExxonMobil; o território em questão soma 160.000 km².
  • Os representantes venezuelanos ressaltaram que a Venezuela não reconhece a competência da CIJ e que a presença no tribunal não implica admissão dessa competência, defendendo a negociação como método.

Delcy Rodríguez pediu nesta segunda-feira à Corte Internacional de Justiça (CIJ), em Haia, que a negociação com a Guiana sobre o Essequibo seja vista como caminho necessário. A afirmação ocorreu durante uma audiência no tribunal da ONU.

A Venezuela argumentou que a solução negociada é inevitável para resolver a controvérsia sobre a região rica em petróleo. Segundo a delegação venezuelana, o acordo político, pacífico e diplomático é o caminho desejado.

Delcy, presidente interina, viajou à Europa pela primeira vez desde assumir o cargo após a captura de Maduro. Ela já representou a Venezuela em uma cúpula UE–Latinoamérica e em audiências anteriores na CIJ.

Contexto da disputa

A disputa sobre o Essequibo remonta ao século XIX. Em 2015, a descoberta de grandes campos de petróleo elevou a importância estratégica da região para a Guiana, que controla o território.

A área disputada cobre cerca de 160 000 km². A Guiana sustenta que seu traçado fronteiriço foi ratificado por um laudo de 1899; a Venezuela aponta para acordos de 1966 que abriram espaço para negociações.

Enquanto a Guiana baseia-se no laudo de Paris e em um acordo de 1966, a Venezuela afirma que a solução deve ser negociada e questiona a competência de órgãos internacionais para resolver a soberania.

Declarações e próximos passos

Durante a audiência, representantes venezuelanos enfatizaram que a posição histórica não reconhece a jurisdição da Corte na controvérsia. Alega-se que a decisão da CIJ não oferecerá solução aceitável para as partes.

Delcy ressaltou que o objetivo é resolver a controvérsia de forma pacífica e que a negociação é o método acordado pelas partes em 1966. Não houve confirmação de eventual sentença da CIJ.

Ao final da audiência, Delcy negou que a Venezuela tenha considerado tornar-se estado dos EUA, rebatendo as declarações feitas por autoridades americanas sobre esse tema.

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