- Entre janeiro e abril deste ano, ataques com drones no Sudão causaram pelo menos 880 mortes civis, segundo a ONU.
- Drones armados passaram a ser a principal causa de mortes civis, de acordo com o alto comissário para Direitos Humanos, Volker Türk.
- O conflito entre o Exército sudanês e as Forças de Apoio Rápido (FAR) se intensificou desde abril de 2023, com ataques espalhados pelo país.
- Mercados e centros de saúde foram alvos frequentes, com dezenas de ataques a mercados e pelo menos 12 ataques a centros de saúde.
- A ONU alerta que o aumento da violência complica a entrega de ajuda humanitária e eleva o risco de fome e insegurança alimentar.
O Comitê de Direitos Humanos da ONU informou que quase 900 civis morreram em ataques com drones no Sudão entre janeiro e abril. As ações foram atribuídas ao Exército sudanês e às Forças de Apoio Rápido (FAR), que estão em conflito desde abril de 2023 e intensificaram a violência no país.
Segundo a ONU, os drones armados se tornaram a principal fonte de mortes entre civis no período. O alto comissário Volker Türk alertou que, sem medidas urgentes, o Sudão pode entrar em uma fase ainda mais letal do conflito.
A ONU também destacou impactos humanitários graves: ao menos 28 ataques atingiram áreas com civis, 12 ocorreram contra centros de saúde e a entrega de ajuda enfrenta maiores obstáculos, agravando risco de fome e insegurança alimentar em diversas regiões.
Desdobramentos humanitários e resposta internacional
A escalada de violência afeta a assistência humanitária no Sudão, com o aumento do deslocamento de pessoas e a deterioração de condições de vida. Autoridades internacionais pedem cessar-fogo e acesso seguro para aid pools em áreas afetadas.
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