- EUA ampliam sanções contra Cuba atingindo a Gaesa, conglomerado estatal, e a joint venture Moa Nickel (MNSA), ligada à Companhia Geral de Níquel de Cuba e à empresa canadense Sherritt International.
- A Sherritt anunciou suspensão imediata de atividades em Cuba e o rompimento do contrato com parceiros cubanos.
- As medidas ocorrem em meio a bloqueios energéticos e a ameaça de tarifas sobre vendas de petróleo a Havana, agravando a crise econômica.
- O governo dos EUA afirma que as sanções visam proteger a segurança nacional; o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, chamou as ações de agressão unilateral.
- Analistas veem impacto potencial no setor do níquel e na economia cubana, com queda na oferta de energia, combustíveis e itens básicos.
Em meio a tensões globais, os Estados Unidos anunciaram novas sanções econômicas contra Cuba. A medida mira a Gaesa, grupo estatal cubano ligado às Forças Armadas, e a Moa Nickel (MNSA), joint venture entre a Companhia Geral de Níquel de Cuba e a canadense Sherritt International. A decisão foi anunciada pela Casa Branca e já impacta operações na ilha.
A Sherritt comunicou a suspensão imediata de atividades em Cuba e informou o rompimento de contratos com parceiros cubanos. A empresa destacou que a decisão dos EUA altera substancialmente a capacidade de operar no país, especialmente na operação da joint venture em território cubano.
Gaesa e autoridades cubanas
A Gaesa foi alvo de sanções por supostamente atuar como conglomerado estatal em setores como energia e turismo. A presidente da Gaesa, Ania Guillermina Lastres Morera, também teve o peso das medidas aplicado contra ela. Lastres é general de brigada, economista e deputada desde 2018; lidera a empresa desde 2022.
A comunidade acadêmica cubana acompanha o desdobramento com cautela. A historiadora Caridade Massón Sena, que leciona na UFB, avalia que o setor do níquel pode sofrer impactos relevantes com o aperto. Ela também questiona a ausência de provas sobre crimes alegados de corrupção.
Contexto internacional e resposta cubana
O governo norte-americano afirma que as sanções protegem a segurança nacional e responsabilizam o regime cubano por apoio a atividades adversas. Em contrapartida, o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, classificou as ações como agressão unilateral e destacou a determinação de defender a pátria e a revolução.
As medidas ocorreram no contexto de uma Ordem Executiva publicada em maio, que autoriza restrições econômicas adicionais a Cuba. Analistas ressaltam que o endurecimento se insere em esforços para pressionar o governo cubano sem reconhecimento de mudanças no território.
Panorama econômico em Cuba
Ações coercitivas dos EUA se somam a um bloqueio já vigente e a restrições anteriores, incluindo ameaças de tarifas sobre petróleo. O embargo, que dura décadas, intensifica problemas como apagões, aumento de preços e redução de serviços básicos, afetando principalmente a população em várias regiões do país.
Relatos de moradores de Havana indicam piora na disponibilidade de eletricidade, combustível e medicamentos, agravando a crise econômica. Estudos e entrevistas apontam que o isolamento financeiro dificulta investimentos e o fluxo de divisas para Cuba.
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