- Cerca de 20 barcos franceses partiram neste sábado do porto de Marselha para integrar uma flotilha internacional que visa romper o bloqueio a Gaza.
- A missão inclui a flotilha Thousand Madleens, em homenagem à pescadora Gaziana Madleen Kulab, e busca reunir cerca de cem embarcações.
- As embarcações devem se encontrar em Barcelona na próxima semana, para se unir à flotilha Global Sumud, cuja maioria dos barcos parte no dia 12.
- Antes de seguir, haverá uma escala de uma semana no sul da Itália para um treinamento de não violência, segundo os organizadores.
- O objetivo é dar visibilidade à causa palestina e facilitar a entrega de ajuda humanitária à população de Gaza, conforme relato de integrantes das tripulações.
Cento barcos franceses deixaram hoje o porto de Marselha para integrar uma flotilha internacional que pretende romper o bloqueio à Faixa de Gaza. O grupo deve somar forças com outras embarcações já alinhadas para chegar ao território palestino. A partida ocorreu sob aplausos de apoiadores nas margens do porto.
Ao todo, cerca de 20 embarcações zarparam com destino a Barcelona, onde devem se encontrar com a flotilha Global Sumud na próxima semana. A maior parte dos navios são veleiros, movidos pela intenção de levar ajuda humanitária e dar visibilidade à situação em Gaza.
A missão envolve o movimento Thousand Madleens, que presta homenagem à pescadora Madleen Kulab, assassinada em Gaza. O objetivo declarado é romper o bloqueio e facilitar o acesso de ajuda humanitária à população da região.
Antes da saída, mais de mil pessoas estiveram reunidas para apoiar a iniciativa, que terá uma escala de uma semana no sul da Itália para um treinamento de não violência. A ação busca manter o foco na assistência humanitária e na visibilidade internacional.
Segundo organizadores, a operação pretende manter o enfoque na Palestina e ampliar a cooperação com outros países e coletivos que defendem o mesmo objetivo. O intuito é ampliar a pressão para facilitar a livre entrada de recursos humanitários.
Dados históricos indicam que, no outono de 2025, uma flotilha anterior, com cerca de 50 barcos e participação de personalidades, foi abordada pela Marinha de Israel e teve detenção de tripulantes, segundo relatos de organizadores e de organizações de defesa dos direitos humanos.
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