- Thom Tillis, senador republicano, juntou‑se a Mitch McConnell para dizer que a retirada de NATO beneficiaria rivais e comprometeria a segurança dos EUA.
- McConnell e Chris Coons destacaram que tropas da aliança lutaram ao lado dos EUA no Afeganistão e no Iraque, e não se pode subestimar esse sacrifício nem o comprometimento dos aliados.
- Trump afirmou à Reuters que está “absolutamente sem dúvida” considerando deixar a NATO, após a aliança se recusar a participar da ofensiva conjunta com Israel contra o Irã, não invocando o Artigo Cinco.
- A saída da aliança seria politicamente difícil: uma lei de 2024 exige apoio de dois terços do Senado ou de uma lei do Congresso para formalizar a retirada.
- Tillis e Shaheen (democrata) atuam como co-presidentes do grupo observador da NATO no Senado.
Thom Tillis, senador republicano, juntou-se a Mitch McConnell e a outros aliados para defender o NATO diante das declarações de Trump sobre eventual saída da aliança. A posição foi anunciada nesta quinta-feira e acompanha uma linha de apoio à aliança já defendida por democratas e por Shaheen, que co-preside o grupo observador do Senado sobre o NATO ao lado de Tillis.
McConnell e Chris Coons, um democrata, disseram, em declaração conjunta, que as tropas da OTAN lutaram ao lado dos EUA no Afeganistão e no Iraque e que o país não pode desvalorizar esse sacrifício nem o compromisso dos aliados. Afirmaram ainda que a unidade atlântica torna os americanos mais seguros.
O debate ocorre após Trump declarar, em entrevistas, que avalia a possibilidade de se retirar da OTAN. Ele afirmou não ter sido influenciado pela aliança e afirmou que a questão seria difícil de revisitar, sem detalhar cenários legislativos ou militares específicos.
A posição de Tillis, que já havia rompido com Trump em relação a uma política interna, soma-se à de McConnell, que está se aposentando, e sinaliza uma divisão interna entre republicanos sobre a estratégia de segurança transatlântica. A oposição à saída ganha força em meio a entraves legais.
O contexto envolve ainda uma lei de 2024 que exige apoio de dois terços do Senado ou aprovação do Congresso para a saída de qualquer aliança militar dos EUA. As falas recentes destacam o peso político de manter a OTAN, mesmo diante de críticas do governo.
No momento, não há indicação de ação legislativa iminente, mas o debate ressalta a complexidade de equilibrar interesses estratégicos, pressões políticas internas e o histórico de cooperação com os aliados. A posição de republicanos e democratas permanece centrada na defesa da aliança.
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