- O Irã prometeu ataques “devastadores” contra Estados Unidos e Israel após Trump dizer que bombardeará o país por mais duas ou três semanas até que volte à Idade da Pedra.
- Trump afirmou que os EUA estão muito próximos de atingir seus objetivos e que intensificará ataques se não houver acordo para encerrar a guerra.
- O conflito já dura mais de um mês, com bombardeios em curso e danos relatados ao Instituto Pasteur em Teerã.
- Israel registrou quatro feridos leves em Tel Aviv; o grupo Hezbollah, no Líbano, anunciou envio de drones e foguetes contra o norte do país.
- O preço do petróleo disparou, enquanto governos discutem a reabertura do estreito de Ormuz; China pediu cessar-fogo e o Banco Mundial expressou preocupação com impactos econômicos.
O Irã disse que vai realizar ataques devastadores contra Estados Unidos e Israel, em resposta às ameaças de Donald Trump de bombardear o país nas próximas duas a três semanas caso não haja acordo que encerre a guerra. A declaração ocorreu após Trump afirmar, em discurso na Casa Branca, que os iranianos seriam levados de volta à Idade da Pedra.
Em Teerã, o Ministério da Saúde informou danos significativos no Instituto Pasteur, centro de saúde de referência na capital. O conflito, que começou com ataques norte-americanos e israelenses, se espalhou pelo Oriente Médio, atingindo a economia global.
O Irã reiterou que a guerra não tem previsão de encerramento e manteve o tom de retaliação. O comando militar iraniano, Khatam al-Anbiya, afirmou que as ações serão devastadoras e que o país não recuará. A televisão estatal divulgou o comunicado.
Israel informou que quatro pessoas ficaram levemente feridas em Tel Aviv após novos ataques com projéteis. A escalada levou parte da população a passar a Páscoa judaica em abrigos. Em Teerã, moradores lamentaram o reforço da violência, mas mantiveram a determinação de resistência.
Trump sinalizou abertura para eventual acordo que encerre a guerra, destacando a possibilidade de diálogo com dirigentes iranianos considerados menos radicais. O governo dos EUA, no entanto, aponta condições que Teerã rejeita como inatingíveis.
Oficialmente, Teerã negou negociações diretas com Washington, afirmando que as propostas norte-americanas são maximalistas. Entre intermediários citados, o Paquistão aparece como canal, conforme portaria iraniana.
A ameaça de ataques dos iranianos vem em meio à promessa de manter o estreito de Ormuz fechado aos inimigos do país. Washington vê a região como prioritária para a segurança de rotas de petróleo e gás.
A Guarda Revolucionária reforçou o argumento de continuidade da guerra, com declarações de que a resistência persiste independentemente de mudanças no cenário político. Internautas e analistas acompanharam com cautela a evolução dos acontecimentos.
No Líbano, o grupo Hezbollah anunciou o lançamento de drones e foguetes contra o norte de Israel, ampliando a zona de tensão regional. Autoridades libanesas contabilizaram mais de 1.300 mortes desde o início do confronto entre Israel e organizações pró-Iran.
Mercados reagiram com volatilidade: o preço do petróleo subiu acima de 6% no Brent e no WTI, alimentando preocupações com a inflação global. Organizações internacionais destacaram o impacto sobre alimentação, empregos e cadeias de suprimento.
A China chamou a luta de “violação ilegal” da paz e pediu cessar-fogo imediato. O Reino Unido deverá sediar reunião de 35 países para discutir a liberdade de navegação em Ormuz, buscando solução diplomática para a crise.
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