- Trump afirmou que Teerán pediu alto el fuego, mas o governo iraniano contestou a declaração como falsa e infundada.
- O presidente dos EUA deve fazer um discurso na Casa Branca às 21h, com uma atualização importante sobre o Irã, com duração prevista de cerca de 20 minutos.
- Teerã lançou, nesta semana, a maior ofensiva de mísseis contra Israel nas últimas semanas, em especial antes da Páscoa judaica; ainda não há confirmação de vítimas.
- O governo israelense sinalizou desescalada, com o ministro das Relações Exteriores afirmando que as forças derrotaram a ameaça iraniana, embora não prometa que seja a última guerra.
- O preço do petróleo subiu no início do dia e recuou após as declarações de saída; o galão de gasolina passou de quatro dólares nos Estados Unidos, e o estreito de Ormuz continua fechado.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinaliza um possível encerramento da participação americana na guerra contra o Irã, com anúncio esperado para hoje à noite na Casa Branca. A declaração ocorre em meio a relatos de que Teerã pediu um alto el fogo, o que o governo iraniano nega.
Trump afirmou em redes sociais que o líder do que chama de novo regime iraniano pediu o cessar-fogo, mas ressaltou que a resposta depende do estreito de Ormuz estar aberto. O presidente também prometeu bombardeios contínuos caso o conflito persista.
O governo iraniano desmentiu a alegação de pedido de trégua, chamando-a de falsa e infundada. Fontes oficiais citam conversas com interlocutores europeus e com o Parlamento para indicar caminhos de diálogo, sem reconhecimento de um acordo formal de paz.
Situação diplomática e interlocutores
O atual presidente iraniano Masud Pezeshkian, considerado moderado, disse ter vontade de encerrar o conflito, desde que haja garantias para evitar repetição de agressões no futuro. O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, também indicou possível aproximação, mantendo resistência a negociações diretas com Washington.
A Casa Branca prepara a fala de aproximadamente 20 minutos para a noite de hoje, prevista para abordar “uma atualização importante sobre Irã”. A justificativa é a provável evolução de eventos no conflito, com foco na desescalada e em condições para possível retirada de tropas.
Desdobramentos militares e operacionais
Ontem, Teerã lançou a maior ofensiva de mísseis contra Israel nas últimas semanas, num movimento próximo ao início da celebração de Pesaj. Até o momento, não há confirmação de vítimas. O Exército israelense afirmou ter infligido golpes que reduziriam a ameaça iraniana, mas não garantiu o fim da hostilidade.
No campo militar, autoridades norte-americanas afirmam ter atingido milhares de alvos no Irã, com impacto em navios, arsenais e capacidade de produção de mísseis. O Pentágono também aponta danos a bases na região, elevando o custo humano e estratégico do conflito para os EUA.
Economia e impactos
As declarações de possibilidade de saída rápida acompanham temores sobre o preço do petróleo, que subiu nos últimos dias. O governo americano aponta que a retirada pode provocar alívio nos preços, embora o mercado ainda esteja volátil diante da insegurança regional.
Até o momento, o Estreito de Ormuz permanece fechado, uma rota crítica para o abastecimento global. Pesquisas de opinião mostram — entre a população dos EUA e setores da oposição — uma demanda crescente pela saída do país da guerra com Irã, independentemente do desfecho.
Perspectivas e próximos passos
O dispute varia entre sinais de abertura ao diálogo e ameaças de continuação das ações militares. Analistas observam que qualquer acordo dependerá de garantias de segurança regionais e de novos formatos de cooperação entre EUA, Irã e aliados.
Fontes: El País.
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