- Teerã desmentiu a afirmação de Donald Trump de ter pedido um cessar-fogo, dizendo que as alegações são falsas e infundadas.
- O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irã, Esmail Baghaei, confirmou o posicionamento, citado pela agência Mehr.
- A embaixada do Irã em Madri afirmou, nas redes sociais, que o país não solicitou cessar-fogo, anexando uma captura de tela da fala de Trump.
- Trump disse que consideraria o cessar-fogo quando o Estreito de Ormuz estivesse aberto e que os EUA continuariam a bombardear o Irã até a “aniquilação” ou retorno à Idade da Pedra.
- A ofensiva dos EUA, iniciada em 28 de fevereiro com apoio de Israel, levou o Irã a responder com ataques a interesses na região e ao bloqueio do Estreito de Ormuz; já são mais de 3 mil mortos.
O Irã negou nesta terça-feira (1º) ter pedido um cessar-fogo ao governo dos EUA, após Donald Trump afirmar ter recebido esse pedido. A resposta iraniana veio por meio do porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Esmail Baghaei, citada pela agência Mehr.
A embaixada do Irã em Madri também informou, em redes sociais, que o país não solicitou cessar-fogo. A publicação acompanhou uma captura de tela de uma mensagem atribuída a Trump, segundo a Agência EFE.
O presidente dos EUA afirmou, sem detalhar a quem se referia, que o novo líder do “regime iraniano” poderia ter pedido o cessar-fogo. Trump declarou que consideraria o cessar-fogo somente com o Estreito de Ormuz aberto, livre e desimpedido, segundo a narrativa dada pela imprensa.
Segundo ele, os EUA continuariam a bombardear o Irã até “aniquilar” o adversário, ou até que o Irã voltasse a uma condição descrita como histórica. Trump também anunciou um discurso importante previsto para as 21h, em Washington, sobre o conflito.
Ainda nesta linha, Trump sinalizou, na última terça, a possibilidade de retirada dos EUA do conflito no Oriente Médio em duas ou três semanas, após uma sequência de declarações sobre o tema. O acordo estratégico com Israel para iniciar a ofensiva ocorreu em 28 de fevereiro.
A resposta iraniana chega num momento de escalada regional, com ataques mútuos entre interesses norte-americanos e israelenses e com o Irã fechando o Estreito de Ormuz. A medida impacta o tráfego de petróleo, já que 20% do comércio mundial passa pela rota.
A guerra já deixou mais de 3 mil mortes, com impactos concentrados entre Irã e Líbano, além de danos a infraestrutura na região. O conflito é tema de atenção internacional, com ajustes diplomáticos e trocas de acusações entre as partes envolvidas.
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