- Argélia tenta equilibrar vínculos com o Irã e seu papel de fornecedora crucial de gás para o Ocidente, aproveitando as interrupções provocadas pela guerra.
- O país evita um alinhamento direto no conflito e busca diversificar parcerias para ampliar influência na região, especialmente no Sahel.
- Egito implementa política de racionamento de energia por um mês, dimming iluminação pública e obrigando estabelecimentos a fecharem mais cedo (shut by 9 p.m., com extensão até 10 p.m. às sextas e sábados).
- França disinvita a África do Sul da cúpula de líderes do G-7 sob pressão dos EUA, convidando o Quênia para representar a África.
- Argélia assinou acordo de cooperação em gás e petróleo com a Costa do Marfim, fortalecendo vínculos energéticos na região.
Algeria enfrenta um dilema estratégico diante do conflito na região. O país, tradicional aliado de Teerã, também é um importante fornecedor de gás para a Europa, o que o coloca em posição de ganhos e riscos conforme a guerra se desenvolve. Actividades diplomáticas recentes sinalizam uma busca por diversificação de parceiros e redução da dependência de cadeias ocidentais.
A paciência diplomática de Argel tem sido observada com atenção pelos parceiros europeus, sobretudo Itália e Espanha, que dependem do gás argelino. Ao mesmo tempo, o governo mantém relações históricas com o Irã, alimentando a leitura de que o país tenta equilibrar interesses regionais com o cenário de alta volatilidade energética.
Gas Power
A guerra no Irã elevou a importância de Argel como fornecedor energético. Em meio a tensões regionais, o país negocia novas condições de preço para exportação de gás, sinalizando interesse de renegociação com a Europa. Fontes locais indicam que o objetivo é manter o fluxo de energia while diversificando mercados.
A relação com o Irã é longa, mas Argel tem mostrado cautela para não se alinhar a um conflito de múltiplas ramificações. Analistas destacam que a posição de Argel reflete uma estratégia de hedging frente a mudanças no equilíbrio de poder no Sahel e no Magrebe.
Enquanto isso, contrapesos regionais se intensificam. Rabat mantém ações para ampliar influência na África Ocidental, enquanto Argel reforça acordos no Sahel com Cote d’Ivoire e Nigeria, visando ampliar participação em projetos de gás e mineração. A situação impõe vigilância sobre a estabilidade energética europeia.
Semana que vem
Quinta-feira, 2 de abril: a autoridade monetária do Egito decide a taxa de juros diante da alta de preços de combustível causada pelo conflito no Irã. Domingo, 5 de abril: reunião virtual de oito países da OPEC+, incluindo a Argélia.
O que está em foco
Cairo implementou uma política de racionamento de energia por 30 dias, com corte de iluminação pública e fechamento de estabelecimentos. O presidente Abdel Fattah al-Sisi avisou que o preço do petróleo pode chegar a US$ 200 o barril caso o conflito persista.
O envio de emissários da União Africana para a região do Horn do continente é visto como tentativa de reduzir tensões entre Etiópia e Eritreia, com ações para aumentar a cooperação regional. Em contrapartida, a França teria desconvocado a África do Sul do encontro de cúpula do G7, pressionada pelos EUA, e há relatos de que Kenya foi chamada a representar o continente.
Na área de direitos humanos, a Ghana apresentou uma moção na ONU para reconhecer que o tráfico transatlântico de escravos foi o grave crime contra a humanidade, recebendo ampla maioria de votos. A discussão envolveu a memória histórica e reparações, com apoio de várias nações, incluindo membros da União Africana.
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