Em Alta NotíciasFutebolBrasileconomia_POLÍTICA_

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Israel aprova lei com pena de morte para palestinos por ataques letais

Knesset aprova lei que prevê pena de morte para palestinos condenados por ataques fatais, medida criticada por países europeus e grupos de direitos humanos

Itamar Ben-Gvir, the national security minister, is one of the bill’s strongest backers.
0:00
Carregando...
0:00
  • O parlamento de Israel aprovou lei que estabelece a pena de morte para palestinianos condenados por ataques letais, tornando-a punição padrão em casos considerados terrorismo por tribunais militares.
  • As execuções devem ocorrer em até noventa dias após a condenação, com detentos mantidos em instalação separada, visitas restritas e consultas legais apenas por videoconferência.
  • A medida pode ser aplicada sem pedido de Ministério Público e com votação por maioria simples, incluindo tribunais militares na Cisjordânia ocupada; o ministro da segurança pública, Itamar Ben-Gvir, apoiou a medida.
  • Palestinos sob ocupação teriam recursos de apelação e clemência fechados, enquanto quem for julgado em Israel poderia ter a pena comutada para prisão perpétua; a lei pode ainda ser revista pelo Supremo Tribunal de Israel.
  • Reações internacionais foram de rejeição ou preocupação: United Nations experts, União Europeia, Amnistia Internacional e países como Reino Unido, França, Alemanha e Itália, que alertaram sobre violações de direitos humanos e risco de discriminação.

Israel aprovou um projeto de lei que estabelece a pena de morte para palestinos condenados por ataques letais, medida criticada por aliados europeus e organizações de direitos humanos. O texto transforma a pena capital em punição padrão para palestinos julgados por ataques fatais considerados terrorismo por um tribunal militar. A lei também prevê que os condenados fiquem em instalação separada, com visitas restritas e consultas jurídicas apenas por videoconferência. A execução ocorreria em até 90 dias após a condenação.

O ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, foi um dos principais apoiadores da proposta. Ele já mostrou apoio à aplicação de punições severas, associando o tema a símbolos e declarações polêmicas durante o debate legislativo. Um comitê de segurança efetuou emendas ao projeto, que recebeu a primeira votação na semana passada.

De acordo com o texto, as cortes podem impor a pena de morte sem requerimento do Ministério Público e sem unanimidade, admitindo decisão por maioria simples. Tribunais militares na Cisjordânia ocupada também teriam poder para proferir sentenças de morte, com a possibilidade de a defesa apresentar opinião ao ministro da Defesa.

Para palestinos sob ocupação, a lei limitará mecanismos de apelação ou clemência, enquanto prisioneiros julgados em Israel poderiam ter as sentenças comutadas para prisão vitalícia. A proposta, defendida pela Otzma Yehudit, envolve ressalvas quanto a direitos processuais e supervisões judiciais.

Especialistas militares e autoridades temem violação do direito internacional e a possibilidade de detenção de militares israelenses no exterior sob acusações. A norma entraria em vigor, mas pode ser revisada pelo Supremo Tribunal de Israel.

Na comunidade internacional, a reação foi de críticas. Nações Unidas e a União Europeia destacaram riscos de violação do direito à vida e de tratamento desumano. Organizações como a Anistia Internacional e outros parceiros também expressaram preocupação com a aplicação discriminatória.

A decisão gerou alerta de que a lei poderia representar um endurecimento significativo da política penal de Israel e de que, em caso de aprovação, poderia enfrentar desafios legais e diplomáticos. O processo final depende do desembarque do texto no próximo estágio parlamentar.

O caso segue em tramitação institucional, com perspectiva de novas deliberações e possíveis contestações judiciais ao longo do caminho para a promulgação definitiva. Fontes oficiais destacam que a lei pode sofrer alterações adicionais antes de entrar em vigor.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais