- Os EUA anunciaram a retomada das operações da Embaixada norte‑americana em Caracas, quase três meses após o rapto de Nicolás Maduro e sua detenção nos EUA.
- A retomada ocorre sob o governo interino de Delcy Rodríguez, que substituiu Maduro após a intervenção militar. Rodríguez era vice‑presidente de Maduro.
- A embaixada dos EUA em Venezuela não operava desde março de 2019; o país não tinha um embaixador desde 2010.
- Desde o rapto, Laura F. Dogu atua em Caracas como chargé d’affaires, trabalhando para restabelecer a embaixada.
- O Departamento de Estado afirma que a reabertura prepara o retorno total de pessoal e serviços consulares, fortalecendo o envolvimento com o governo interino, a sociedade civil e o setor privado.
A política externa dos Estados Unidos retomou hoje as operações em sua embaixada na Venezuela, anunciou o Departamento de Estado. A medida ocorre quase três meses após o sequestro do então presidente Nicolás Maduro no país e sua retirada para os EUA. O retorno das atividades diplomáticas marca um avanço na relação bilateral.
A retomada ocorre em meio a um contorno político com o governo interino liderado por Delcy Rodríguez, que substituiu Maduro após sua expulsão forçada por tropas americanas. A embaixada dos EUA em Caracas não funcionava desde março de 2019, ampliando a distância entre os dois governos ao longo de anos.
Historicamente, o rompimento deixou sem funcionamento várias funções consulares e de investigações. O embaixador americano não ocupava a posição desde 2010. Em 2018, Maduro expulsou o chargé d’affaires, levando à retirada de todo o corpo diplomático em 2019. Desde então, operações passaram pela embaixada dos EUA na Colômbia.
Contexto e próximos passos
Desde a captura de Maduro, a diplomacia americana tem buscado reconstruir vínculos com a Venezuela. Laura F. Dogu, veterana diplomata norte-americana, atua como chargée d’affaires em Caracas, trabalhando para restaurar a chanceleria e preparar o retorno do pessoal. A equipe de Dogu está reformando o prédio da chancelaria para receber o retorno completo de pessoal e a retomada de serviços consulares assim que possível.
Segundo o Departamento de Estado, a retomada de operações em Caracas é um marco no plano tripartido do presidente para a Venezuela, visando engajar diretamente com o governo interino, a sociedade civil e o setor privado. A pasta salienta que a medida facilita o funcionamento de investigações, além de ampliar a presença diplomática brita na capital venezuelana.
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