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Embaixador afirma que negociação EUA-Irã foi tratada como piada

Embaixador do Irã afirma que a negociação com os EUA é ilusão e que a pressão popular impede o governo de ceder, em meio a guerra e retaliações

Embaixador do Irã, Abdollah Nekounam Ghadiri, diz que reação do povo ocorre nas ruas
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  • O embaixador do Irã no Brasil, Abdollah Nekounam Ghadiri, afirmou que a população iraniana pede ao governo para não aceitar promessas de negociação dos EUA, dizendo que Trump negocia “com ele mesmo” e que a ilusão de acordo virou piada mundial.
  • Ele mencionou que, após a morte do líder supremo Ali Khamenei, o filho Seyyed Mojtaba Khamenei passou a liderar a estrutura de poder do Irã, que inclui Executivo, Parlamento, Judiciário e o Conselho dos Guardiões.
  • O embaixador contestou a ideia de que os grupos do Eixo da Resistência — como Hezbollah e Houthis — seriam prostáveis do Irã, afirmando que são movimentos independentes buscando seus próprios interesses.
  • Em relação a guerras e negociações, afirmou que houve ataques durante negociações com os EUA e com mediação do Omã, reforçando a oposição a um ciclo “negociação-cessar-fogo-guerra”.
  • Sobre a cobertura da imprensa brasileira, agradeceu a maior parte da imprensa, mas citou críticas a um editorial do Jornal Estado de S. Paulo, dizendo que não contribui para a compreensão do conflito.

O embaixador do Irã no Brasil, Abdollah Nekounam Ghadiri, afirmou em Brasília que a população iraniana tem pressionado o governo a não aceitar as promessas de negociação dos Estados Unidos. Ele disse que o presidente americano, Donald Trump, conversa consigo mesmo e que a ideia de negociação tornou-se uma piada mundial. A entrevista ocorreu nesta segunda-feira, 30 de março de 2026, à Agência Brasil.

Segundo o diplomata, o atual momento é marcado por vigilância da opinião pública e resistência a acordos com Washington, após a morte do líder supremo Ali Khamenei. Mojtaba Khamenei assumiu a liderança do domínio político iraniano, que envolve Executivo, Parlamento, Judiciário e o Conselho dos Guardiões. Nekounam questionou a ideia de que grupos como Hezbollah e os Houthis seriam apenas proxies do Irã.

A entrevista discutiu ainda estratégias de defesa do Irã, ações contra Israel e o papel de universidades iranianas. O embaixador criticou ataques a instituições de ensino, alegando que o regime sionista tem promovido agressões sem proporcionalidade. Ele ressaltou que o Irã age de forma controlada, porém com respostas consideradas poderosas.

Desdobramentos das negociações e o apoio regional

Nekounam afirmou que, em junho de 2025, o Irã participou de negociações com os EUA por meio de mediação omanita, mas afirma que o Irã foi atacado antes de avançar para acordos detalhados. O diplomata diz que o ciclo negociação-cessar-fogo-guerra vem sendo explorado por terceiros, e que a população pressiona para não se deixar enganar.

Cobertura da imprensa e percepção internacional

O embaixador elogiou a cobertura brasileira como correta na maior parte dos casos, e rejeitou editoriais considerados hostis a Teerã. Ele mencionou que determinadas publicações, segundo ele, incentivam ataques contra civis, o que, na visão do Irã, não condiz com o estado de guerra.

Grupos aliadas e a narrativa de proxy

Ao comentar sobre grupos regionais, o embaixador afirmou que os EUA, o Ocidente e Israel tentam enquadrar tais entidades como proxies do Irã. Para Nekounam, é necessário investigar quem, de fato, atua em alinhamento com quais interesses nacionais, destacando que, na prática, os grupos lutam por seus próprios objetivos.

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