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Ataques a cascos azuis matam dois indonésios sob mando espanhol no Líbano

Dois soldados indonésios morrem em ataque a convôio da UNIFIL no Líbano, sob comando espanhol, aumentando a gravidade da crise na região

Vehículos de la FINUL circulan por una carretera principal en Qlayaa, en el sur del Líbano, este viernes.
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  • Dois soldados indonésios da missão da ONU no Líbano (Unifil) morreram em ataques a um convoy, em menos de vinte e quatro horas, sob comando espanhol.
  • O primeiro ataque, no domingo, deixou um militar morto e outro gravemente ferido; o ataque de hoje matou o segundo militar indonésio.
  • O corpo do militar morto no domingo foi levado à base Miguel de Cervantes para autópsia; o ferido grave foi evacuado para Beirute, em estado crítico.
  • Indícios apontam que a explosão de domingo pode ter sido causada por disparo indireto de projétil de artilleria israelense em posição próxima a Adchit Al-Qusayr; a ONU investiga a autoria.
  • O presidente Pedro Sánchez condenou os ataques e pediu esclarecer a origem do projétil; a Espanha mantém um contingente de seiscentos e cinquenta soldados em Unifil, que conta com dez mil militares no sul do Líbano, com a retirada discutida para o próximo ano.

Dois soldados indonésios da missão de paz das Nações Unidas no Líbano (Unifil) morreram em ataques distintos a convoys sob mando espanhol, em menos de 24 horas. O luto se soma a um ambiente tenso no sul do país, dominado por ações da violência local e pressões regionais. A primeira morte ocorreu no domingo, a segunda nesta manhã.

Os corpos foram encaminhados para autópsia na base Miguel de Cervantes, no quartel-general do contingente espanhol. O indonésio gravemente ferido foi trasladado a Beirute, em estado crítico, para receber atendimento hospitalar. As autoridades ainda investigam as causas dos ataques, com indícios iniciais apontando para um disparo indireto de artilleria em uma posição de Unifil próxima a Adchit Al-Qusayr.

A ministra de Defesa da Espanha, Margarita Robles, afirmou que a situação é gravíssima e ressaltou que Unifil continua realizando patrulhas, apesar dos ataques. Este foi o primeiro ataque a veículos de um convóio da missão a ocorrer ao longo do dia. Robles enfatizou a necessidade de respeitar a missão de paz e reforçou a posição de neutralidade.

Antes do segundo ataque, o presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, já havia condenado a morte do primeiro soldado indonésio. Em mensagem divulgada, Sánchez pediu esclarecimentos sobre a origem do projétil e solicitou ao governo de Israel que contenha as hostilidades. A nota reforçou condolências às famílias e ao pessoal da Unifil.

Contexto e números da operação

A Espanha comanda a brigada do setor leste de Unifil, sob as instruções do general espanhol Antonio Bernal Martín. O contingente espanhol soma cerca de 650 militares, dentro de uma força total de 10 mil integrantes na região. Os ataques ocorrem em meio a tensões com ações do exército israelense na área.

Repercussões e próximos passos

A ONU deverá avaliar a autoria dos disparos para confirmar responsabilidades. A pressão internacional para manter a missão de paz é elevada, dado o histórico de confrontos armados no sul do Líbano. A Espanha reafirma o compromisso com operações de paz e atribui a gravidade dos ataques à violação de normas de segurança.

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