- Países do Golfo emitiram alerta conjunta sobre ataques de milícias e grupos ligados ao Irã, com receio de ativação de células adormecidas na região.
- Kuwait afirmou ter desbaratado plano para matar líderes do estado e prenderam seis suspeitos ligados ao Hezbollah; Qatar também informou prisões de células associadas ao regime iraniano.
- Bahrein e Kuwait destacaram operações de segurança contra espionagem e milícias; os ataques iranianos vêm ganhando intensidade desde pouco antes, com ações diretas e por proxies.
- O texto conjunto acusa ataques de milícias apoiadas pelo Irã, normalmente atuantes a partir do território iraquiano, ampliando o temor de escalada regional.
- Analistas veem risco maior se as hostilidades persistirem, com possibilidade de ativação de células adormecidas e maior fragmentação interna em países do Golfo, incluindo o uso de milícias associadas ao IRGC.
O Gulf Cooperation Council e aliados denunciaram o aumento da ameaça representada por milícias e grupos proxy ligados ao Irã na região. O alerta chegou após ataques atribuídos a estruturas apoiadas pelo Irã, tanto diretamente quanto por intermédio de proxies, conforme uma declaração conjunta.
Kuwait informou ter impedido uma plotagem para assassinar líderes do Estado, com seis suspeitos detidos ligados ao Hezbollah. Qatar afirmou ter prendido duas células com mais de 10 integrantes ligadas ao regime iraniano. Bahrain também prendeu pessoas acusadas de espionagem, e Kuwait anunciou a desarticulação de uma grande célula ligada ao Hezbollah.
No comunicado conjunto, os países garantiram que ataques com origem no Iraque foram realizados por milícias apoiadas pelo Irã. Pediram à governo iraquiano medidas imediatas para interromper ataques de facções que partem de seu território, a fim de evitar escalada e preservar relações entre os estados.
Análise de especialistas aponta que, embora a presença de proxies iranianos no Golfo não tenha chegado aos níveis da guerra Irã-Iraque dos anos 1980, o risco é superior quanto mais o conflito se prolonga. Bilal Saab destacou que ativação de células adormecidas é o cenário de maior preocupação para o regional.
Entre na conversa da comunidade