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Lula mantém apoio a Bachelet para chefiar a ONU após recuo do Chile

Lula mantém apoio a Michelle Bachelet para a ONU, apesar do recuo do Chile; Brasil e México insistem na candidatura da primeira mulher latino-americana

Brasília - A secretária-geral adjunta da Organização das Nações Unidas (ONU) e diretora executiva da ONU Mulheres, Michelle Bachelet, durante encontro com a bancada feminina do Congresso Nacional e mulheres líderes da sociedade civil, na sede da
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  • O presidente Lula reafirmou, neste sábado, o apoio do Brasil à candidatura de Michelle Bachelet para a secretária-geral da ONU.
  • No dia 24 de fevereiro, o Chile retirou o próprio apoio à candidatura, citando dispersão de candidaturas e divergências com atores relevantes do processo.
  • Mesmo com a mudança chilena, o Brasil e o México continuam apoiando Bachelet; o Chile informou que, se a ex-presidente seguir na disputa, abster-se-á de apoiar outro candidato.
  • Lula ressaltou que Bachelet tem credenciais para ser a primeira mulher latino-americana a chefiar a ONU, promovendo o multilateralismo e o desenvolvimento sustentável.
  • O atual secretário-geral António Guterres deve deixar o cargo em 2027, e a eleição tem previsão de posse para 1º de janeiro de 2027.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou, neste sábado (28), o apoio do Brasil à candidatura de Michelle Bachelet para secretária-geral da ONU. Lula destacou que, após oito décadas de criação da organização, é hora de a ONU ser criada, de fato, por uma mulher. A comunicação foi feita em redes sociais.

No início de fevereiro, a candidatura de Bachelet foi apresentada pelo Brasil, Chile e México. Na última terça-feira (24), porém, o Chile retirou seu apoio oficial à candidatura, justificando a dispersão de candidaturas na região e divergências entre atores do processo.

Segundo o governo chileno, caso Bachelet decida seguir na disputa, o Chile se absterá de apoiar qualquer outro candidato, mantendo o histórico de apoio da ex-presidente. O Brasil e o México, liderado pela presidenta Claudia Sheinbaum, permanecem alinhados à candidatura.

A ex-presidente chilena, de centro-esquerda, já ocupou cargos de destaque: foi presidenta do Chile, Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos e diretora-executiva da ONU Mulheres. Lula sustenta que ela possui “todas as credenciais” para liderar a organização.

Em publicação, Lula ressaltou que Bachelet tem currículo para guiar a ONU em direção à paz, ao multilateralismo e ao desenvolvimento sustentável no centro da agenda global. O apoio brasileiro, acompanhado pelo México, é visto como elemento estratégico para o processo eleitoral.

Atualmente, o secretário-geral da ONU é António Guterres, reeleito em 2021 para um mandato de 2022-2026. O próximo líder da instituição deverá tomar posse em 1º de janeiro de 2027, conforme calendário da organização.

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