- O estreito de Hormuz permanece com tráfego limitado devido aos conflitos recentes, afetando o fornecimento mundial de petróleo e gás.
- Em tempos normais, cerca de 138 navios por dia transitavam; no mês de março, estima-se que cerca de 100 deixaram o Golfo e 40 entraram.
- Teerã disse que permitiria a passagem de “navios não hostis” por meio de um corredor seguro próximo à costa iraniana, entre a ilha Larak e o continente.
- Analistas chamam esse corredor de “portagem de Teerã”, que dá aos iranianos a verificação de navios e pode envolver pagamento para transitar; relatos indicam pagamentos em yuan chinês, com valores que chegaram a cerca de 2 milhões de dólares.
- Mais de trinta países assinaram uma declaração para buscar maneiras de reabrir o canal, e o Reino Unido ofereceu sediar uma cimeira internacional de segurança para o estreito.
O estreito de Hormuz continua sob tensão após o início do conflito entre EUA/Israel e Irã, ocorrido há quatro semanas. Navios de petróleo e químicos enfrentam dificuldades de passagem, com impactos globais sobre preços de energia e fertilizantes.
Dados da indústria indicam que, em condições normais, o estreito acomoda cerca de 138 navios por dia. No mês de março, a atividade caiu muito, com parte das rotas sendo desviadas para evitar o tráfego central.
O funcionamento do canal mudou recentemente, com Teerã anunciando autorização para navios “não hostis” circularem pela região. O objetivo declarado é manter movimentos, sem favorecer nenhum dos lados do conflito.
Corridor seguro e controle de tráfego
A ideia central é desviar o tráfego para um corredor definido próximo à costa iraniana, entre a ilha de Larak e o continente. As autoridades iranianas, incluindo o IRGC, podem verificar e aprovar as travessias.
Essa prática ficou conhecida entre analistas como uma espécie de pedágio logístico, que poderia permitir cobranças para a passagem de navios, ainda sem confirmação oficial sobre a cobrança regular.
Alguns navios já teriam realizado o pagamento de taxas, em yuan chinês, reforçando a ideia de cobrança para o trânsito seguro. A prática acontece mesmo diante das sanções internacionais ao IRGC.
Segurança, atrasos e impacto econômico
Embora aprovado, o retorno à navegação normal ainda não é visto com clareza, pois o IRGC não funciona como unidade única, o que eleva o risco de atrasos ou prisões de embarcações.
Especialistas já observam um pequeno aumento no número de travessias nos dias recentes, mas a navegação comercial permanece abaixo do normal e com alto custo de seguro.
Navios podem continuar a optar por transitar com menor frequência ou permanecer ancorados, na expectativa de condições de segurança mais estáveis no futuro próximo.
Esforços internacionais e resposta global
Mais de 30 países destacaram que buscam medidas para reabrir o canal e proteger o tráfego marítimo. Entre eles estão Emirados Árabes, Reino Unido, França, Alemanha, Canadá e Austrália.
O governo britânico chegou a propor uma cúpula internacional de segurança para coordenar um plano viável de reabertura. O objetivo é reunir atores públicos e privados para garantir transporte confiável.
A indústria de seguros marítimos afirma que a cobertura permanece disponível, ainda que com prêmios mais altos. A procura por navios no estreito diminuiu devido aos riscos, não pela falta de apólice.
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