- O presidente dos EUA afirmou que negociações com o Irã estariam sendo estudadas, com mediadores incluindo Egito, Paquistão e Turquia; uma ligação com Mohammad Bagher Ghalibaf foi cogitada.
- Teerã nega diálogos, e Ghalibaf chamou o assunto de “fake news”; o governo americano, segundo o Politico, analisa Ghalibaf como possível parceiro ou futuro líder iraniano.
- Ghalibaf, de 64 anos, é piloto e ex-comandante da Guarda Revolucionária; já comandou a Força Aérea da Guarda e a polícia nacional, além de chefiar o Khatam al-Anbiya.
- Acusações de corrupção envolvem venda de imóveis públicos abaixo do mercado e repasses para a fundação ligada à sua esposa; investigações são contestadas pela proximidade com o presidente supremo Ali Khamenei.
- Em episódios recentes, houve polêmicas envolvendo a família de Ghalibaf, como a tentativa do filho de obter residência no Canadá; serviços de inteligência e imprensa do Irã discutem o papel dele frente a uma possível mudança de estratégia dos EUA.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou na segunda-feira 23 que negociavam com o Irã, alimentando expectativas de um acordo para encerrar a guerra que se arrasta há quase quatro semanas. Informações do Axios apontam mediação de Egito, Paquistão e Turquia.
Segundo o portal, os três países tentaram organizar, para o dia seguinte, uma ligação entre o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, e sua equipe. Teerã nega diálogos, e Ghalibaf chamou a notícia de falsa para ganhar tempo e afetar mercados.
A publicação Politico afirma que o governo americano avalia Ghalibaf como possível parceiro ou líder futuro, em meio a sinalizações de mudança de estratégia de pressão militar para negociação. O tema permanece pautado como reservado pela administração.
Quem é Ghalibaf
Ghalibaf, de 64 anos, é piloto de caça formado na Guarda Revolucionária e tem doutorado em geografia política. Lutou na Guerra Irã-Iraque e ocupou cargos relevantes dentro da Guarda Revolucionária, incluindo a área de construção militar.
Posteriormente, comandou a Força Aérea da Guarda Revolucionária e teve papel em manifestações estudantis de 1999. Também atuou como chefe da polícia nacional e, por anos, liderou a prefeitura de Teerã, cargo que ocupou de 2005 a 2017.
Acusações e controvérsias
Durante a gestão municipal, veículos de imprensa iranianos apontaram venda de imóveis públicos abaixo do mercado e favorecimento de contatos próximos ao governo. Relatos indicaram transferências de recursos para a fundação vinculada à esposa de Ghalibaf, com atuação social variável.
No âmbito familiar, surgiram episódios envolvendo a tentativa de residência permanente do filho no Canadá e viagens da filha à Turquia, que provocaram debates no Irã sobre alinhamento com a linha antiocidental do pai.
Cenário atual
Ainda não há confirmação de um papel definido para Ghalibaf no IRÃ, e a questão de sua influência na Guarda Revolucionária permanece em avaliação. Fontes associadas ao Politico indicaram que a Casa Branca busca testar nomes para eventual acordo, sem declarações oficiais públicas. O governo americano não se manifestou sobre negociações sensíveis pela imprensa.
O contexto regional envolve ainda possível envio de fuzileiros dos EUA ao Oriente Médio para reforçar a segurança no Estrecho de Ormuz, conforme reportado por veículos norte-americanos.
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