- Teerã tenta manter a normalidade diante de explosões e ataques aéreos, com parques, lojas e cafés reabertos apesar das cidades seguirem sob tensão; escolas permanecem fechadas.
- Pessoas relatam tentar retornar à rotina, apesar do cansaço e da incerteza sobre o que vem pela frente.
- O número oficial de mortos permanece em cerca de 1.500, mas a organização Iranian Human Rights Activists News Agency afirma que o total real pode passar de 3.000, com muitos feridos.
- Muitos estudantes internacionais deixam o Irã temporariamente; há relatos de dificuldades para retornar devido a questões de visto e à situação na fronteira com o Afeganistão.
- A sociedade permanece dividida politicamente: há quem apoie o governo e quem veja a violência como caminho para mudanças; após a morte do líder supremo, ocorreram celebrações e vigílias em pontos da cidade.
O conflito entre Israel e Irã persiste, ainda que muitos iranianos tentem manter a normalidade. Explosões e ataques aéreos se seguem ao Nowruz, com cidades sob alerta enquanto escolas permanecem fechadas e comércios reabrem aos poucos. A população busca retomar o dia a dia, apesar do medo.
Na capital Teerã, moradores relatam o desafio de conciliar a rotina com a violência. Um editor de fotografia afirma que, aos poucos, as pessoas tentam normalizar a guerra, apesar do cansaço e da ansiedade por paz.
A jovem Aylar, 39 anos, descreve o dia em que ouviu sirenes e saiu para tomar café com amigos, após gastar com uma VPN para contornar o bloqueio de internet. Ela diz que a contradição entre vida cotidiana e destruição é surreal.
Impacto na vida cotidiana
Universidades e escolas seguem fechadas, mas lojas, restaurantes e cafés abrem lentamente. Moradores relatam pausas e reaberturas graduais, acompanhadas de toque de recolher não formal e de incertezas sobre o futuro.
Muitos estudantes internacionais deixaram o país temporariamente. Hasina, 26 anos, médica afegã, viajou de trem e ônibus para Herat, no Afeganistão, temendo ficar preso entre conflitos.
Há quem esteja próximo da violência. Azadeh, pesquisadora de 46 anos, voltou ao Irã após o doutorado, e contou como um ataque ocorreu a cerca de 200 metros de onde estava, aumentando o medo constante.
Divisões e reações sociais
O país permanece polarizado. Alguns apoiam o governo, vendo a violência como oportunidade para mudanças políticas, enquanto a maioria é contra a guerra. Houve celebrações ao anúncio da morte de um líder, contrastando com vigílias de apoiadores do governo.
Um residente de Teerã comenta a situação: a sociedade está dividida entre quem acredita em mudança rápida e quem vê falhas na condução do conflito, enquanto muitos sofrem e perdem entes queridos.
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