- Von der Leyen pediu que EUA e Irã entrem em negociação para encerrar o fechamento do estreito de Hormuz, sob risco crítico para o abastecimento global de energia, com cerca de 20% do petróleo mundial passando pela rota.
- Ela afirmou que ataques a navios comerciais, minas, drones e outras tentativas de bloqueio devem cessar, diante de impactos nos preços de gás e petróleo.
- Em Canberra, destacou que não se pode mais depender apenas da distância para se proteger de guerras, ressaltando a necessidade de diversificar as fontes de energia.
- O acordo de livre comércio entre Austrália e União Europeia elimina tarifas para quase 98% das mercadorias, ampliando o acesso a 450 milhões de consumidores e mantendo nomes europeus para vinhos e queijos australianos.
- O acordo prevê cooperação em minerais críticos, bens ambientais e não inclui ajuste de fronteira de carbono; também reforça diálogo em defesa, segurança e participação no programa Horizon Europe.
Ursula von der Leyen pediu aos EUA e ao Irã que entrem imediatamente em negociação para encerrar o bloqueio do estreito de Hormuz e interromper hostilidades no Oriente Médio. A afirmação foi feita após a assinatura de um acordo comercial em Canberra.
A presidente da Comissão Europeia afirmou que ataques a navios mercantes desarmados e a infraestrutura crítica não podem ser tolerados e devem ser condenados. Ela destacou que cerca de 20% do petróleo mundial passa por Hormuz e que a situação é crítica para o fornecimento de energia global.
Em Canberra, von der Leyen alertou que não basta esperar pela distância para se proteger de conflitos. Ela chamou a atenção para impactos na economia global e ressaltou a necessidade de uma solução negociada para encerrar as hostilidades na região.
Acordo UE-Austrália
Durante a visita, a líder europeia destacou um novo acordo de livre comércio entre União Europeia e Austrália. O entendimento elimina tarifas para quase 98% das mercadorias australianas exportadas à UE, ampliando o acesso a cerca de 450 milhões de consumidores.
O pacto permite que produtores australianos mantenham nomes de origem, como prosecco e feta, sob regras específicas de indicação geográfica. Agricultores terão acesso preferencial a carnes, laticínios e horticultura, com tarifas zeradas.
Além disso, o acordo prevê cooperação ampliada em minerais críticos e redução de barreiras para bens ambientais, energia limpa e tecnologias de armazenamento, com benefícios para máquinas, automóveis e peças.
Austrália e UE também avançam na cooperação em defesa, segurança marítima e combate a ameaças híbridas, reforçando compromissos de estabilidade regional, segundo o governo australiano.
Anthony Albanese, premiê da Austrália, ressaltou que o acordo facilita a cooperação mútua diante de tensões geopolíticas. Ele também mencionou negociações para integrar o Horizon Europe, programa europeu de pesquisa e inovação.
Entre na conversa da comunidade