- O Talibã liberou o acadêmico americano Dennis Coyle, detido em Kabul desde janeiro de 2025, em ocasião de Eid al-Fitr.
- O Ministério das Relações Exteriores afegão informou que a liberação ocorreu na terça-feira, após apelo da família e decisão da Suprema Corte de considerar suficiente o tempo de prisão.
- O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, destacou que mais de 100 americanos já foram libertados nos últimos 15 meses e que ainda há trabalho a ser feito.
- O Departamento de Estado dos EUA designou o Afeganistão como patrocinador de detenção injusta; além de Coyle, outros dois americanos são citados como detidos, incluindo Mahmood Habibi, enquanto Paul Overby está desaparecido.
- Mediadores citados incluem Emirados Árabes Unidos e Catar; o Afeganistão afirma não prender cidadãos para objetivos políticos e que a libertação foi baseada em compaixão humanitária para fortalecer o diálogo entre os países.
Dennis Coyle, pesquisador americano, foi libertado pelas autoridades talibãs após ficar detido por mais de um ano. A liberação ocorreu em Kabul, na semana do Eid al-Fitr, conforme comunicado do Ministério das Relações Exteriores afegão.
Segundo o governo afegão, o pesquisador foi solto na terça-feira após apelo da família e após o Supremo Tribunal considerar suficiente o tempo de detenção. Não foram detalhadas as leis violadas, que motivaram a prisão em janeiro de 2025.
A Embaixada dos EUA confirmou a libertação e ressaltou que o governo americano tem trabalhado para encerrar detenções injustas no exterior. O secretário de Estado americano citou casos existentes e enfatizou a necessidade de mais liberdades.
Entre os casos citados está Mahmood Habibi, um empresário afegano-americano, contratado por uma empresa de telecomunicações em Kabul, que também é objeto de busca pela família. Autoridades americanas divergiram sobre onde Habibi se encontra atualmente.
O governo afegão rejeita as acusações de detenções de estrangeiros para obter vantagens políticas. Afirma que as prisões decorrem da violação de leis locais. O Ministério das Relações Exteriores enfatizou que a libertação de Coyle ocorre por motivos humanitários.
Fontes próximas citam que o acordo para a libertação contou com a mediação dos Emirados Árabes Unidos, com participação de Catar, e envolveu contato entre autoridades afegãs e ex-responsáveis americanos pela região. O ministro afegão das Relações Exteriores reuniu-se, em Kabul, com uma autoridade dos EUA antes da libertação.
O governo afegão informou que a libertação de Coyle visa reforçar a confiança entre os dois países e espera que divergências futuras sejam solucionadas por meio de diálogo construtivo. O episódio ocorre no contexto de tensões sobre a prática de detenções envolvendo estrangeiros.
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