- Trump expressou a vontade de receber Lula, com a visita oficial a Washington prevista para o início de março, mas ainda sem data definida.
- O Itamaraty diz que a agenda está atrasada pela escalada de conflitos no Oriente Médio, o que reduziu a prioridade de visitas oficiais para Trump.
- O presidente Lula sinalizou em janeiro que pretende viajar a Washington no começo de março para discutir relações entre as duas democracias.
- Entre os temas estão segurança e economia, cooperação entre as agências de ambos os países e estratégias para reduzir fluxos criminosos sem tocar na soberania.
- A conversa também deve tratar de tarifas, possíveis suspensão de taxações extras e a exploração de minerais críticos, com cooperação sem interferir no controle estatal brasileiro.
O encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, continua sem data oficial para ocorrer, embora tenha sido cogitado para o início de março em Washington. A possibilidade foi expressa por Trump, e o Itamaraty informou que a agenda está adiada devido aos conflitos internacionais em curso.
Segundo o Itamaraty, a prioridade de Trump tem sido reduzida pela escalada de tensão no Oriente Médio. As visitas oficiais a países aliados aparecem como objetivo menor diante de outros desdobramentos globais, o que retira o foco imediato do Brasil da agenda norte-americana.
A estimativa de março foi anunciada por Lula durante viagem à Cidade do Panamá, no fim de janeiro. O presidente afirmou que Brasil e EUA são as duas principais democracias do Ocidente e que é preciso conversar olho no olho. A data, porém, depende de sinal verde internacional.
Pautas em foco
Diplomatas destacam que o formato e a data devem ser definidos por Trump, que convidou Lula para a reunião. A última passagem de Lula pela Casa Branca ocorreu quando Biden era presidente, antes da mudança de governo nos EUA.
Entre os temas, a cooperação em segurança e economia lidera a pauta. O Itamaraty aposta em ampliar a integração de inteligências entre Brasil e EUA, com participação de outros países do continente, sem afetar soberania.
A conversa também envolve ações contra o crime transnacional. Analistas citam a discussão sobre redes criminosas, com a possível classificação de organizações como o Comando Vermelho e o PCC como terroristas, o que pode implicar em sanções financeiras.
Tarifaço e políticas comerciais também aparecem na mira. Lula quer discutir suspensão de tributação extra, especialmente após decisões judiciais recentes nos EUA sobre o tema, e Trump tem aumentado a pressão nesse campo.
Terra raras e minerais críticos entram como tema de interesse bilateral. O Brasil detém reservas, e EUA procuram cooperação com limites, preservando o controle estatal brasileiro sobre a exploração.
Continuidade do diálogo
Apesar da indefinição de datas, setores econômicos e de segurança dos dois governos seguem em contato. A cooperação entre autoridades, inclusive a Polícia Federal, permanece em vias de fortalecimento.
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