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Ministro francês não vê fim próximo da guerra após encontro com Israel

Após reunião com Israel, ministro francês vê falta de fim próximo para a guerra no Oriente Médio, enquanto França e aliados buscam solução duradoura

French Minister for Europe and Foreign Affairs Jean-Noel Barrot speaks during the questions to the government session at the National Assembly in Paris, France, February 4, 2025. Reuters/Benoit Tessier/Proibida reprodução
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  • O ministro francês das Relações Exteriores, Jean‑Noël Barrot, afirmou que não há saída óbvia a curto prazo para o conflito no Oriente Médio, mas que a França continuará buscando uma solução duradoura.
  • Barrot reuniu-se em Tel Aviv com o ministro israelense Gideon Saar; militares israelenses alertaram sobre mísseis do Irã em direção a Israel, com sirenes e necessidade de abrigo.
  • O chanceler francês chegou a Israel após viagem ao Líbano, buscando reduzir a escalada e promover um cessar-fogo no território libanês.
  • Paris tem laços com o Líbano e, junto com os Estados Unidos, atua para mediar o conflito; afirmou reservas sobre uma operação terrestre israelense no sul do Líbano e ressaltou que o Exército libanês deve desarmar o Hezbollah.
  • Israel rejeitou uma proposta de conversas diretas de Beirute; o presidente do Líbano mostrou disposição a negociações diretas com Israel, mas o Hezbollah continua lutando; França apresentou contrapropostas aos EUA, que teriam recebido de forma morna, e Israel rejeitou as propostas.

França e aliados continuarão na busca por uma solução duradoura para o conflito no Oriente Médio. O ministro francês das Relações Exteriores, Jean-Noel Barrot, afirmou que não há saída óbvia no curto prazo, mas que Paris manterá o esforço diplomático.

Barrot reuniu-se em Tel Aviv com o ministro israelense Gideon Saar. Ao fim da coletiva, destacaram a necessidade de evitar inações, mesmo com a escalada regional em curso desde outubro de 2023. Sirenes interromperam a fala momentaneamente.

O ministro chegou a Israel após passagem pelo Líbano, na véspera, em novo esforço para reduzir a escalada e pressionar por um cessar-fogo. A França mantém laços históricos com o Líbano e atua ao lado dos EUA na mediação do conflito.

Barrot indicou que Pontos de reserva foram traçados sobre uma possível operação terrestre israelense no sul do Líbano. O governo libanês exige que o Hezbollah seja desarmado, com o Exército libanês atuando como prioridade.

Acordos de paz e negociações diretas seguem em pauta, mas Israel rejeita propostas apresentadas por Beirute, considerando-as insuficientes e tardias. O governo israelense mantém o objetivo de desarmar o Hezbollah, sem abrir caminho direto para diálogo.

O presidente do Líbano, Michel Aoun, recebeu Barrot na quinta-feira e mostrou disposição para negociações diretas com Israel. O Hezbollah, por sua vez, rejeitou qualquer cessar-fogo imediato e continua ativo.

Na semana passada, a França apresentou contrapropostas às ideias dos EUA para encerrar o conflito, segundo dois diplomatas. As propostas foram consideradas mornas pelos EUA, mantendo negociações em curso.

Desdobramentos diplomáticos

Barrot manteve contatos com autoridades israelenses e com a família política regional para promover desescalada. Fontes oficiais indicam que a mediação francesa segue priorizando cessar-fogo, desarmamento do Hezbollah e diálogo entre as partes.

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