- EUA estariam avaliando ocupar ou bloquear a Ilha Kharg para pressionar o Irã a reabrir o estreito de Hormuz, segundo relatos da Axios.
- Trump disse não estar inclinado a colocar “boots on the ground” (tropas no terreno).
- Qualquer ocupação exigiria enfrentar drone e foguete iranianos; Kharg é pequeno (cerca de 20 km²) e fica a 25 km de Bushehr, exportando aproximadamente noventa por cento do petróleo iraniano.
- O Pentágono enviou a 31ª Unidade Expedicionária da Marinha, cerca de dois mil duzentos Marines, para o Médio Oriente.
- A região segue em conflito, com ataques a refinarias, navios iranianos em portos do Golfo e explosões em Dubai, ampliando tensões e preços de energia.
O governo dos EUA estaria avaliando planos para ocupar ou bloquear a Ilha Kharg, no Irã, para pressionar Teerã a reabrir o Estreito de Hormuz. A informação foi veiculada pelo Axios, após reportagens anteriores sobre o tema.
Segundo as reportagens, mesmo com declarações de Donald Trump de que não estaria inclinando-se a colocar “boots on the ground”, as discussões sobre a ocupação seguem em pauta. Não houve confirmação oficial.
Kharg é um terminal essencial de petróleo iraniano, exportando cerca de 90% do crude do país. A ilha fica a 25 km de Bushehr, no Golfo, e recebe produção de campos offshore via oleodutos próximos.
O Pentágono já deslocou a 31ª Unidade Expedicionária Marinha, cerca de 2.200 fuzileiros, para o Oriente Médio. Ainda não foram divulgadas as missões específicas dos Marines enviados à região.
A tensão regional persiste em meio a ataques aéreos e confrontos entre EUA, Israel e Irã. Um ataque de drones iranianos atingiu uma refinaria no Kuwait, enquanto navios iranianos teriam sido alvo de ações de retaliação.
Relatos locais indicam incêndios em portos iranianos, com relatos de navios de Bandar Lengeh e Bandar Kong pegando fogo após ataques. Em Dubai, fortes explosões foram acompanhadas por interceptação de foguetes.
Paralelamente, Israel intensificou ações contra posições sírias, enquanto relatos não oficiais indicam mudanças diárias na comunicação da administração dos EUA e de aliados israelenses sobre a condução do conflito.
A volatilidade do cenário ocorre em meio a altas dos preços de energia e pressões econômicas globais. Prevê-se que o conflito permaneça ativo nas próximas semanas, com impactos em mercados de petróleo e gás.
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