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ONU reduz para 143 mortos em ataque a centro de drogas no Afeganistão

ONU reduz para 143 o número de mortos no ataque a centro de reabilitação em Kabul; famílias buscam desaparecidos e o governo talibã falava em 408

Varias personas buscaban este miércoles el nombre de las víctimas identificadas del ataque al centro de addicciones en Kabul.
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  • A ONU, por meio da UNAMA, apurou cento e quarenta e três mortos no bombardeio ao centro de reabilitação Omid, em Kabul; o governo talibã havia informado quatrorze centenas de mortos.
  • Familiares de pacientes desaparecidos ainda buscam por eles dois dias após a tragédia, sem confirmação de vidas ou desfechos.
  • O centro Omid funcionava como centro de reabilitação para dependentes de drogas desde dois mil e dezesseis, em uma antiga base militar americana.
  • o Paquistão afirmou que o ataque foi realizado com precisão, sem danos colaterais, enquanto o conflito entre os dois países permanece ativo e com vítimas civis.
  • a ONU pediu uma investigação independente e transparente, destacando a proteção de pacientes, profissionais de saúde e instalações médicas, e reiterando que ataques a hospitais são estritamente proibidos.

O número de mortos por ataque a um centro de reabilitação de dependentes de drogas em Kabul caiu para 143, segundo a missão da ONU. O ataque, ocorrido na noite de segunda-feira, provocou também dezenas de feridos, enquanto familiares procuram por pacientes desaparecidos. O governo talibã havia indicado 408 óbitos inicialmente, atribuindo o bombardeio a Paquistão.

As esperanças de familiares foram renovadas nesta quarta-feira, dois dias após a tragédia. No Hospital Omid, onde o centro funcionava desde 2016 em uma antiga base militar, pacientes e trabalhadores aguardam informações sobre desaparecidos e mortos entre os escombros.

Contexto e repercussões

A ONU pediu uma investigação independente e transparente sobre o episódio, destacando a proteção de pacientes, médicos e instalações de saúde em conflitos. Parte da resposta internacional envolve a verificação de documentos e identidades para a identificação das vítimas.

Depoimentos de familiares indicam dificuldades para confirmar óbitos. Um homem de 50 anos, que procurava um parente internado pela segunda vez, relatou que o nome dele não constava em listas de vivos. Outros relatos apontam para vítimas cujos corpos estavam gravemente deformados.

Operação e resposta local

Segundo autoridades afegãs, alguns cadáveres já foram identificados e entregues às famílias, enquanto muitos permanecem no departamento forense. A situação ressalta desafios logísticos de identificação em desabamentos e danos extensos.

O conflito entre Paquistão e Afeganistão aumenta a instabilidade na região, com acusações mútuas de ações militares na fronteira. A ONU reforça que ataques a instalações médicas são proibidos pelo direito internacional humanitário.

Notas sobre o hospital e o centro

O Omid funcionava como centro de tratamento para dependentes, antes de ser alvo do bombardeio. O episódio ocorre em meio a uma escalada de hostilidades que já deixou centenas de civis mortos desde o início do conflito recente entre os dois países.

Desdobramentos médicos

O fornecimento de informações sobre óbitos e feridos dependerá de avaliações contínuas das equipes forenses e hospitalares. O acompanhamento das listas de pacientes permanece em curso para confirmar identidades e destinos de cada pessoa.

Fonte: informações da ONU, do governo local e de relatos de médicos e familiares.

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