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BRICS divergem sobre Irã; OTAN e G-7 também.

BRICS está dividido sobre Irã, assim como a NATO e o G-7, destacando que o bloco não é aliança formal e atua por interesses diversos

Iranian Foreign Minister Abbas Araghchi and Egyptian Prime Minister Mostafa Madbouly attend the BRICS summit in Rio de Janeiro on July 6, 2025.
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  • BRICS está dividido sobre o Irã e não funciona como uma aliança geopolítica com posições de segurança unificadas.
  • Países-membros divergem: Brasil e China condenaram os ataques dos EUA e de Israel; Índia não se posicionou; a África do Sul ficou em aberto.
  • A expansão de 2024 (incluindo Egito, Etiópia, Irã e Emirados Árabes Unidos) evidenciou diferenças e trouxe maior fracturamento ao bloco.
  • Mesmo diante de tensões, nem NATO nem G-7 apresentam resposta única sobre o conflito; há relutâncias e disputas entre governos europeus.
  • BRICS tende a ser uma plataforma de cooperação seletiva entre potências emergentes, com foco em questões econômicas, reformas institucionais e redução da dependência do dólar, não em um eixo militar ou político único.

O BRICS está dividido sobre a guerra envolvendo o Irã, e o mesmo ocorre com blocos como a OTAN e o G-7. O grupo não é uma aliança geopolítica formal, tampouco deve funcionar como tal. Desde 28 de fevereiro, quando EUA e Israel lançaram ataques contra o Irã, analistas destacam a ausência de uma posição unificada entre membros.

Mesmo após a entrada do Irã como novo membro em 2024, o BRICS não conseguiu coordenar resposta comum ao conflito. Brasil e China condenaram os ataques; a Índia não se posicionou; a África do Sul manteve cautela. Críticos argumentam que o BRICS é incoerente e ineficaz, tese que circula entre observadores.

BRICS: origem, função e expansão

Desde 2009, líderes de Brasil, Rússia, Índia e China se reuniram; a África do Sul entrou em 2010. Ao longo do tempo, não houve visão única sobre segurança. Rússia e China buscaram usar o grupo como contrapeso a G-7, enquanto Brasil, Índia e África do Sul adotaram uma estratégia de multi-alinhamento.

A expansão de 2024, para incluir Egito, Etiópia, Irã e Emirados Árabes Unidos, ampliou a diversidade e as divergências internas. Foto de drones iranianos atacando o EAU ilustra as rivalidades que o bloco importou com a ampliação.

Instituições, decisões e impactos

A expansão também dificultou decisões, especialmente sobre reforma do Conselho de Segurança da ONU. Países africanos resistem a regras que privilegiem um assento para a África do Sul. Em reuniões anteriores, ministros de BRICS não chegaram a um comunicado conjunto, sinal de fricção interna.

A atuação em questões econômicas, como o papel do dólar e projetos da New Development Bank, tem sido foco de cooperação. No futuro, o BRICS pretende discutir infraestrutura digital e IA em sua cúpula em solo indiano, com menos ênfase em segurança.

Contexto geopolítico mais amplo

Tanto a OTAN quanto o G-7 também apresentam fissuras em relação ao Irã. Espanha classificou os ataques como violação de direito internacional, enquanto outros países europeus relutaram em se envolver. A Alemanha ressaltou que não é uma guerra a ser conduzida pela região.

Historicamente, o BRICS não busca uma posição única em crises globais. O objetivo anunciado é oferecer um espaço para que emergentes coordemand selectively, reduzir dependência de instituições ocidentais e ampliar sua influência econômica. O grupo permanece aberto a acordos pragmáticos sem compromisso de alinhamento estratégico total.

Perspectiva para o cenário internacional

Especialistas apontam que o mundo se move para coalizões ad hoc e cooperação por questões específicas, em vez de alianças sólidas. No BRICS, o objetivo é aumentar autonomia estratégica frente a instituições ocidentais dominantes, sem exigir um programa único de segurança.

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