- A guerra contra o Irã não atrasou envios de armas para Taiwan nem mudou a política dos EUA em relação à ilha.
- Já existia um backlog de vários bilhões de dólares em remessas para Taiwan antes do conflito.
- O governo avalia formas de acelerar as remessas, sem detalhar os métodos.
- A audiência no Congresso ocorreu no dia em que Donald Trump adiou a viagem à China.
- Um pacote de armas de cerca de 14 bilhões de dólares para Taiwan poderia ser aprovado após a viagem, mas não ficou claro se o adiamento altera o cronograma.
O governo dos EUA afirmou a deputados que a guerra com o Irã não atrasou nem alterou a política de apoio a Taiwan nem o envio de armas para a ilha. As informações foram apresentadas durante uma audiência na Câmara dos Representatives, na manhã de terça-feira.
Stanley Brown, secretário adjunto de Estado para Assuntos Políticos-Militares, disse que não houve atraso no deslocamento de equipamentos para Taiwan. Ele acrescentou que a administração busca agilizar remessas, sem detalhar caminhos ou prazos.
O conflito entre EUA e Israel contra o Irã, que começou em 28 de fevereiro, gerou preocupação de que a indústria de defesa não consiga suprir a demanda. Taiwan enfrenta alta pressão militar decorrente de ações chinesas na região.
Antes do início da ofensiva no Irã, já havia um atraso multibilionário nas remessas de armas para Taiwan. Brown afirmou que o governo avalia formas de acelerar entregas, sem tornar públicas as medidas.
A audiência ocorreu no mesmo dia em que o ex-presidente Donald Trump anunciou o adiamento de sua viagem a Beijing, prevista para tratar de relações sino-americanas. Taiwan era tema recorrente entre presentes na sessão.
A China considera Taiwan parte de seu território e realiza exercícios próximos à ilha com frequência. Taiwan contesta a soberania de Pequim e afirma que apenas o povo da ilha decide seu futuro.
Recentemente, a Reuters informou que um pacote de armas para Taiwan, com cerca de 14 bilhões de dólares, estava pronto para aprovação de Trump e poderia ser assinado após a viagem à China. Ainda não está claro se o adiamento afeta o cronograma.
Entre os temas da sessão, Republicans e Democrats discutiram o uso de emergências nacionais para acelerar vendas de armas ao exterior. Também houve críticas sobre a supervisão do Congresso em grandes acordos de defesa.
Representante Gregory Meeks, o principal democrata na comissão, afirmou que dispensar a checagem congressual enfraquece a supervisão de direitos humanos. Já o presidente da comissão, Brian Mast, acusou a oposição de atrasar ajuda a aliados.
Patricia Zengerle e Michael Martina participaram da apuração; a reportagem seguiu com edição de Alison Williams. As informações seguem sob os padrões de confiabilidade e divulgação da Reuters.
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