- O presidente do Equador, Daniel Noboa, afirmou que as acusações de Gustavo Petro sobre bombardeio na Colômbia são falsas e que o país age em seu território.
- Petro alegou ter provas de um ataque com bomba lançado de avião próximo à fronteira, em meio a uma disputa tarifária entre os dois países.
- Na semana passada, o Equador atacou um campo de treinamento de dissidentes das Farc na província de Sucumbíos, no contexto de combate ao narcotráfico.
- A fronteira entre Equador e Colômbia tem cerca de seiscentos quilômetros, onde atuam guerrilhas e organizações criminosas ligadas ao tráfico, armas e gente.
- A ministra das Relações Exteriores, Gabriela Sommerfeld, disse que haverá diálogo pela Comunidade Andina para retomar as negociações, com cobrança de maior controle de fronteiras para reduzir violência.
O presidente do Equador, Daniel Noboa, classificou como falsas as acusações de Gustavo Petro de bombardeio colombiano a partir da fronteira entre os dois países. As declarações ocorreram após Petro afirmar ter provas de um ataque com bomba lançado de avião próximo à fronteira.
Noboa afirmou, em rede social, que o Equador atua apenas em território próprio para desmantelar esconderijos de grupos criminosos, principalmente colombianos. A crítica surgiu em meio a uma disputa sobre segurança e infiltração de organizações criminosas na região.
Na última semana, o Equador informou ter atacado um campo de treinamento de um dissidente das Farc, na província de Sucumbíos, como parte de uma estratégia de combate ao narcotráfico com apoio de Washington. O governo ressaltou que as ações ocorrem dentro de seus limites.
Disputa tarifária e diálogo regional
Petro disse que as declarações são graves e citou um número de corpos carbonizados, questionando a explicação oficial. O conflito tarifário entre as duas nações, iniciado em fevereiro pelo Equador, envolve tarifas, cooperação energética e transporte de petróleo.
A ministra das Relações Exteriores do Equador, Gabriela Sommerfeld, informou que haverá diálogo pela Comunidade Andina para retomar negociações. Ela pediu à Colômbia maior controle de fronteiras para reduzir violência e insegurança na região.
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