- O Irã resistiu às expectativas de vitória rápida dos EUA, segundo o professor Vinícius Rodrigues Vieira, da FAAP e da FGV.
- Mesmo com a estratégia de Trump, o Irã mantém capacidade de ataques e influência sobre grupos armados na região.
- O regime pode bloquear o Estreito de Hormuz ou causar disrupções no Golfo até que caia, e a instabilidade pode persistir sem uma sucessão clara.
- A resistência iraniana depende de estoques de drones e mísseis; ataques continuam, ainda que em menor frequência, pressionando EUA e mercados globais de energia.
- A atuação dos aliados dos EUA e o risco de confronto com a China dificultam uma resposta coordenada contra o Irã.
O Irã demonstrou resistência articulada diante da expectativa de uma vitória rápida por parte dos EUA, segundo o professor Vinícius Rodrigues Vieira. Em entrevista ao UOL News – 2ª edição, ele afirma que o regime iraniano mantém capacidade de ataque e de influência na região.
Essa percepção contrasta com o otimismo expressado pelo ex-presidente Donald Trump, que projetava um desfecho curto. Vieira destaca que, mesmo com pressões externas, o Irã pode bloquear o Estreito de Hormuz ou gerar disrupções no Golfo, mantendo vetor de tensão.
Para o professor, a crise persiste enquanto houver recursos de drones e mísseis disponíveis. Ataques recentes, ainda que menos frequentes, continuam pressionando os EUA e impactando mercados de energia.
Segundo o especialista, os ataques iranianos costumam ser precisos, atingindo alvos específicos na região. A situação gera incertezas que elevam preços do petróleo e podem interromper fornecimentos, como gás em parte do Golfo.
Vieira aponta que o estoque de armamentos do Irã influencia o ritmo de vulnerabilidade dos EUA. Enquanto houver capacidade de lançar drones, o conflito tende a continuar, mesmo com redução relativa de ataques.
O professor ressalta que Trump mantém uma lógica de ameaças típica de sua política externa. Contudo, a atuação de aliados dos EUA e o risco de confronto com a China dificultam ações coordenadas contra o Irã.
Análise de estratégia e cenários
Ainda segundo Vieira, a coordenação entre aliados norte-americanos enfrenta obstáculos. O cenário regional depende de múltiplos atores com interesses divergentes na região do Golfo.
O especialista observa que não há sinal de uma solução rápida. Incertidões políticas internas no Irã também influenciam a duração e a intensidade dos conflitos potenciais.
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