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Aliados dos EUA recusam pedido de apoio de Trump no Estreito de Hormuz

Aliados dos EUA não têm planos imediatos de enviar navios para desbloquear o estreito de Hormuz; Alemanha, UE e Reino Unido adotam tom cauteloso

LPG carrier, Shivalik, arrives at Mundra port via the Strait of Hormuz
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  • Aliados dos EUA disseram não ter planos imediatos de enviar navios para destravar o Estreito de Hormuz, rejeitando o pedido de apoio militar do presidente Donald Trump.
  • Trump pediu ajuda de nações para manter a passagem aberta após ações do Irã que, com drones, mísseis e minas, contribuíram para fechar parcialmente o canal e interromper parte do suprimento global de petróleo.
  • Alemanha, União Europeia e Reino Unido adotam tom cauteloso quanto a envolvimento militar, destacando que não é guerra deles e que não foram consultados previamente.
  • A UE discute, entre outros pontos, alterar o mandato da missão naval Aspides para incluir Hormuz; Grécia limitará participação ao Mar Vermelho.
  • Reino Unido planeja atuar em plano coletivo com aliados para assegurar a liberdade de navegação, mantendo intenção de não entrar em conflito maior; Espanha e Itália sinalizam evitar escalada.

O alinhamento dos Estados Unidos com aliados europeus ficou mais contido nesta terça-feira, diante do pedido de apoio militar para manter livre a passagem no Estreito de Hormuz. Alemanha, União Europeia e Reino Unido sinalizaram que não há planos imediatos de enviar navios para desafogar o estreito, após a resposta de Teerã aos ataques EUA-Israel com drones, mísseis e minas. O objetivo é manter a região estável, sem ampliar o conflito.

Em Berlim, o ministro da Defesa, Boris Pistorius, disse que poucos navios europeus não dariam conta do que a marinha dos EUA pode fazer, reforçando que não há participação da Alemanha na guerra. Um porta-voz do governo afirmou que nem os EUA nem Israel consultaram Berlim previamente sobre qualquer envolvimento europeu.

A União Europeia disse estar debatendo opções, inclusive reavaliar o mandato da missão naval Aspides, que hoje protege navios no Red Sea. A chefe da política externa da UE, Kaja Kallas, mencionou discussões com as Nações Unidas sobre formas de evitar desabastecimento.

Mudanças de mandato e coordenação regional

Greece, que lidera a missão Aspides, indicou que limitará a participação ao Red Sea. Segundo Kallas, o bloco analisa adaptar a operação para incluir o Estreito de Hormuz, em busca de desescalada. China mantém conversas com todos os lados para reduzir as tensões, segundo o Ministério das Relações Exteriores.

O Reino Unido afirma trabalhar com aliados em um plano coletivo para garantir a liberdade de navegação, mas sem se deixar levar a um conflito mais amplo. O premiê Keir Starmer ressaltou que o país pode usar sistemas autônomos de detecção de minas, se necessário.

Outros países europeus adotaram tom cauteloso. A Espanha disse que não participará de operações militares que possam ampliar o conflito, enquanto a Itália afirmou que enviar navios de guerra seria interpretar like participação no conflito, destacando que o país não está em guerra.

Denmark estimou que a União Europeia deve buscar manter a passagem aberta, mesmo sem consenso sobre a guerra, enfatizando a necessidade de de-escalada. Esses depoimentos mostram uma divisão entre apoio operacional direto e esforços diplomáticos para evitar uma escalada regional.

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