- Israel e Líbano devem realizar conversas diretas nos próximos dias, as primeiras desde o início da guerra envolvendo o Irã, segundo a Haaretz.
- Kushner, filho da filha do presidente dos EUA, estará envolvido; as negociações podem ocorrer em Paris ou em Chipre, conduzidas pela assessoria de Netanyahu, Ron Dermer.
- O objetivo é encerrar os combates no Líbano e desarmar o grupo Hezbollah.
- Hezbollah abriu fogo contra Israel em 2 de março em retaliação à morte do líder iraniano no início da guerra entre EUA e Israel contra o Irã.
- Israel lançou uma ampla campanha de bombardeios contra o Hezbollah, que deixou mais de 770 mortos e centenas de milhares de deslocados; o Hezbollah respondeu com centenas de rockets.
Israel e Líbano devem manter negociações diretas nos próximos dias, as primeiras desde o início da guerra no Irã que envolveu o Líbano de forma mais intensa, informou o jornal Haaretz neste sábado, citando duas fontes familiarizadas com o assunto.
Kushner, genro do presidente dos EUA, estará envolvido nas conversações, que podem ocorrer em Paris ou em Chipre. A delegação israelense será liderada por Ron Dermer, confidente do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, segundo Haaretz.
As negociações teriam como foco o fim dos combates no Líbano e a desmilitarização do grupo Hezbollah, conforme apontado pela reportagem. O Hezbollah iniciou ataques a Israel em 2 de março como retaliação pela morte do líder supremo do Irã no início da guerra entre EUA e Israel contra o Irã.
Desde então, Israel lançou uma ampla campanha de bombardeios contra o Hezbollah, que já resultou em mais de 770 mortos e centenas de milhares de deslocados, enquanto o grupo lançou centenas de foguetes na região fronteiriça. As partes envolvidas permanecem sem confirmação oficial sobre as negociações.
Contexto das negociações
A imprensa hebraica atribui aos encontros o objetivo de reduzir a escalada militar na região e estabelecer mecanismos de controle de confronto. Entre as partes, há expectativa de apoio diplomático externo para facilitar o acordo. Autores das informações ressaltam que detalhes finais ainda não foram divulgados pelas autoridades.
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