- Donald Trump avalia usar pressão econômica para tornar Cuba financeiramente dependente dos EUA, substituindo a influência que a União Soviética exercia até o fim da Guerra Fria em 1991.
- O objetivo seria manter Cuba sob controle econômico americano, com a ideia de evitar uma invasão, mas provocar mudanças políticas e econômicas no regime de Havana.
- Washington intensificou sanções desde janeiro, incluindo restrições aos embarques de petróleo e a tentativa de forçar o México a interromper envios à ilha.
- Em Havana, o governo prometeu libertar dezenas de prisioneiros e sinaliza disposição para negociar em condições de igualdade, enquanto Díaz-Canel reforça as defesas do país.
- Embora a expectativa seja de uma transição negociada, analistas dizem que manter a estabilidade é prioritário para evitar caos e aproveitar a pressão sem recorrer a ações militares.
O governo dos Estados Unidos avalia um conjunto de medidas para Cuba, com foco em pressão econômica para tornar a ilha financeiramente dependente de Washington. A ideia seria ocupar espaço análogo ao que a União Soviética exercia antes de 1991, segundo fontes ouvidas pela Bloomberg News.
Segundo as fontes, o objetivo é mudar o regime cubano por meio de ajustes econômicos e sanitários, não por invasão militar. A desejada transição ocorreria sem mobilização direta das forças americanas, buscando impacto gradual sobre a economia cubana.
A análise interna em Washington compara o cenário cubano ao processo venezuelano que resultou na remoção de Nicolás Maduro, ocorrido em janeiro. Já no Irã, as tentativas rápidas de política externa geraram maior complexidade do que o previsto.
Em Havana, autoridades responderam com promessas de libertar dezenas de prisioneiros, sinalizando abertura para negociação, ainda que com ressalvas sobre a soberania e as reformas necessárias. O governo cubano defende negociação em condições de igualdade.
O Departamento de Estado e o secretário de Estado dos EUA têm mantido contato com Raúl Guillermo Rodríguez Castro, neto de Raúl Castro, em meio a ajustes no cerco econômico. O objetivo seria pressionar mudanças sem ruptura abrupta.
Cenário econômico e estratégias
As medidas incluem restrições ao petróleo e regulação do fluxo de energia, com foco em vendas para o setor privado cubano, e não para o governo. A mudança visa isolar o governo cubano das fontes de subsídio externo.
Especialistas ouvidos pela imprensa destacam que atrair investimentos para Cuba tende a ser mais desafiador do que na Venezuela, pela ausência de recursos naturais comparáveis. A narrativa aponta uma possibilidade de ganhos menores e mais lentos.
Mesmo com ambições de mudança de regime, as autoridades americanas sinalizam cautela sobre impactos humanitários e estabilidade regional. Analistas lembram que manter a ordem pública é parte da estratégia de transição.
O governo cubano reforça defesas militares e afirma estar disponível a negociações, desde que em condições equitativas. Observadores destacam que a prioridade é evitar choques e manter a estabilidade regional.
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