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Moraes proíbe visita de assessor de Trump a Bolsonaro por risco de interferência

Moraes proíbe visita de assessor de Trump a Bolsonaro, citando risco de interferência indevida em ano eleitoral e revisão de visto

Ex-presidente foi condenado em setembro por planejar uma tentativa de golpe após sua derrota nas eleições de 2022
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  • O ministro Alexandre de Moraes proibiu a visita de Darren Beattie, funcionário do Departamento de Estado dos EUA, a Jair Bolsonaro, que cumpre 27 anos de prisão em Brasília.
  • Beattie havia tentado se encontrar com Bolsonaro durante viagem ao Brasil para uma cúpula crítica de minerais em São Paulo, na próxima quarta-feira.
  • Moraes havia aprovado inicialmente o pedido, mas revogou, alegando que a autorização não estava no contexto diplomático que embasou o visto.
  • O Ministério das Relações Exteriores informou que o pedido de visto citava participação no evento e encontros com autoridades brasileiras, mas Beattie buscou encontros com autoridades apenas após solicitar a visita a Bolsonaro.
  • Moraes afirmou que a visita de um funcionário público estrangeiro a um ex-presidente em ano eleitoral pode configurar interferência indevida nos assuntos internos do Brasil.

O ministro do STF, Alexandre de Moraes, proibiu a visita de um funcionário do Departamento de Estado dos EUA a Jair Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos de prisão em Brasília. A decisão ocorreu no contexto de uma viagem marcada a São Paulo para uma cúpula sobre minerais.

Darren Beattie havia solicitado visto para vir ao Brasil e, inicialmente, teve o pedido autorizado. A visita seria acompanhada por encontros com representantes do governo brasileiro, segundo interlocutores. Moraes, no entanto, reverteu a autorização ao entender que a viagem extrapolava o âmbito diplomático previsto para o visto.

O ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, informou que Beattie planejava participação no evento e reuniões com autoridades brasileiras. Vieira afirmou que, segundo a pasta, o pedido de visto não deixava claro o objetivo central da viagem. Moraes justificou o bloqueio alegando risco de interferência indevida em ano eleitoral.

A decisão ressalta que a visita de um funcionário público estrangeiro a um ex-presidente pode possuir potencial de influenciar questões internas. Diante disso, Moraes apontou que a falta de comunicação de intenções às autoridades diplomáticas poderia justificar revisão do visto concedido.

A Embaixada dos EUA no Brasil não comentou o caso de imediato. No cenário diplomático, o episódio ocorre após tensões anteriores entre os governos dos EUA e Bolsonaro, incluindo sanções impostas pela administração Trump no ano passado, posteriormente suspensas.

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