- Os ministros de Relações Exteriores e da Defesa da Colômbia viajaram até Caracas na sexta-feira, após o adiamento da reunião entre o presidente colombiano Gustavo Petro e a presidente interina Delcy Rodríguez.
- A reunião era esperada como a primeira de alto nível entre os dois países desde que Rodríguez assumiu o poder, mas foi adiada por razões de força maior, segundo fontes.
- Os temas em agenda incluem comércio bilateral e cooperação em energia, com destaque para o acordo recente de reparar um gasoduto binacional que permitirá a importação de gás pela Colômbia.
- A estatal venezuelana PDVSA ficará responsável pelos reparos no gasoduto Antonio Ricaurte, com 225 quilômetros de extensão e capacidade de 500 milhões de pés cúbicos por dia.
- Em 2025, aColômbia manteve superávit comercial com a Venezuela de 973,4 milhões de dólares, com exportações de aproximadamente 1,07 bilhão e importações de 98,3 milhões.
Colombia enviou seus ministros de Relações Exteriores e da Defesa a Caracas nesta sexta-feira, após o adiamento de encontro entre o presidente colombiano Gustavo Petro e a então presidente em exercício Delcy Rodríguez. A visita ocorre no contexto de aproximação entre os dois países.
O encontro, que seria a primeira reunião presidencial bilateral desde que Rodríguez assumiu o poder, foi adiado por razões de força maior, segundo comunicado conjunto. Em Caracas, as autoridades analisam relações bilaterais e cooperação regional.
Os assuntos previstos incluíam comércio entre os dois países e cooperação energética. Petro reabriu o comércio no início de seu mandato, e hoje se discute também o reparo de um gasoduto binacional para permitir importação de gás da Venezuela.
Atraso do encontro e próximos passos
A energia aparece como tema-chave, com a Petro hábil a tratar o acordo desta semana para reparar parte do gasoduto Antonio Ricaurte, inativo há anos. A capacidade do gasoduto é de 500 milhões de pés cúbicos por dia.
O acordo com a PDVSA para as obras reforça o fluxo de energia entre Bogotá e Caracas, beneficiando a segurança energética da região. O gasoduto liga cidades próximas à fronteira, facilitando o transporte de gás.
Ao mesmo tempo, a relação entre Argentina e Venezuela permanece em foco, com investidores estrangeiros atentando a mudanças regulatórias e à estabilidade na região. As autoridades colombianas destacam diálogo como caminho para diferenciar de crises regionais.
A balança comercial entre Colômbia e Venezuela fechou 2025 com superávit de 973,4 milhões de dólares, segundo a DANE, com exportações de alimentos, tabaco, químicos e máquinas. Importações venezuelanas incluíram aço e fertilizantes.
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