- Lula vetoou a entrada de Darren Beattie, assessor de assuntos sobre o Brasil no governo de Donald Trump, citando reciprocidade após restrições de visto anteriores.
- O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, proibiu a visita de Beattie a Jair Bolsonaro em Brasília, argumentando que o encontro não integrava o contexto diplomático informado no pedido de visto.
- Beattie havia sido autorizado pelo Departamento de Estado dos EUA a vir ao Brasil para participar de um fórum sobre minerais críticos e reuniões com autoridades, conforme informações do Itamaraty.
- Veículos internacionais destacaram a decisão como parte de atritos entre Brasil e Estados Unidos, com enfoques variados: Washington Post em tom de reciprocidade, AP enfatizando Moraes, Reuters mencionando a agenda do visitante e possível ingerência, e Guardian apontando retaliação e condicionando a entrada à retirada das restrições ao ministro Padilha.
- A imprensa também enfatizou o momento delicado nas relações bilaterais, entre sanções anteriores e tentativas de reaproximação entre Lula e Trump.
O governo do Brasil vetou a entrada de Darren Beattie, assessor para assuntos sobre o Brasil no governo de Donald Trump. A decisão ocorreu nesta quinta e sexta-feira, 12 e 13 de 2026, e envolve também a proibição de visita de Beattie ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O veto foi anunciado por autoridades brasileiras e confirmado por órgãos diplomáticos.
Beattie havia tido a entrada autorizada pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, que informou à Gazeta do Povo que ele viria ao Brasil para avançar a agenda de política externa America First e participar de compromissos oficiais. A confirmação gerou repercussão internacional.
Segundo a Suprema Corte, o ministro Alexandre de Moraes negou autorização para que Beattie visitasse Bolsonaro em Brasília. A decisão considerou que o encontro não se enquadrava no contexto diplomático informado no pedido de visto e poderia representar interferência em assuntos internos do Brasil.
O chanceler Mauro Vieira informou ao STF que o assessor havia solicitado visto para participar de um fórum sobre minerais críticos e para reuniões com autoridades, sem mencionar a intenção de visitar Bolsonaro. O Itamaraty avaliou que a visita de um funcionário estrangeiro a um ex-presidente em ano eleitoral poderia soar como ingerência política.
Analistas apontam que o episódio ocorre em um momento de tensões entre Brasil e Estados Unidos, envolvendo sanções e tarifas do ano anterior e tentativas de reaproximação entre os governos Lula e Trump. Beattie atua diretamente na política externa norte-americana relacionada ao Brasil, elevando o peso diplomático do caso.
Jornais internacionais destacaram a narrativa de reciprocidade brasileira, com o The Washington Post mencionando o bloqueio de vistos de autoridades brasileiras pelos EUA como contexto. A Associated Press ressaltou que a proibição teve relação com a decisão de Moraes e com justificativas oficiais do Itamaraty.
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