- Gana planeja apresentar uma resolução na Assembleia Geral da ONU reconhecendo a escravidão transatlântica como o “crime mais grave da história da humanidade” e pedindo reparações.
- A proposta deve receber apoio amplo, mesmo com resistência na Europa, segundo o Ministério das Relações Exteriores de Gana.
- O objetivo é reconhecer o crime em suas dimensões de escala, duração, legalização e consequências, e buscar apoio de vários estados-membros.
- A iniciativa marca avanço das nações africanas na busca por responsabilização de potências coloniais históricas, com apoio de organizações regionais como a União Africana.
- Países caribenhos já sinalizam apoio a planos de reparações, e Gana afirma estar otimista quanto à adesão de outros parceiros internacionais.
Ghana pretende apresentar uma resolução na Assembleia Geral das Nações Unidas pedindo o reconhecimento da travessia transatlântica como o “crime mais grave da história da humanidade” e reparações. O governo ganense afirma que o texto deverá obter amplo apoio, mesmo com resistência europeia, possivelmente ainda este mês.
A iniciativa marca um passo da África na busca por responsabilização de potências coloniais por injustiças históricas. A resolução pretende reconhecer a gravidade do comércio de escravos, considerando sua escala, duração, legalização e consequências duradouras.
O Ministério das Relações Exteriores indicou que a resposta europeia não é inteira favorável, com líderes contrários a discutir o tema. Em resposta, a pasta ressaltou que a intenção não é reabrir feridas, e sim curá-las com a verdade.
PUSH FOR REPARATIONS
Países africanos e caribenhos têm promovido a criação de um tribunal de reparações na ONU, conforme estratégias já discutidas. A União Africana reiterou, recentemente, a busca por uma visão unificada sobre formas de reparação.
Em paralelo, Estados membros da Caricom também sinalizam apoio a medidas de reparação, incluindo compensação financeira, desculpas formais e reformas políticas. O objetivo é ampliar a coordenação regional.
A expectativa é de que mais nações se juntem à Anda à medida que o debate avança, ampliando o leque de apoiadores na comunidade internacional. O governo ganense diz permanecer otimista quanto ao desfecho.
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