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França não apoia operações que desestabilizem Oriente Médio, afirma ministra da Defesa

França defende soberania europeia e maior autonomia militar, afirmando que não apoia operações que desestabilizem o Oriente Médio

Alice Rufo, ministra delegada de Defensa de Francia, durante la entrevista, este lunes en París.
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  • França planeja aumentar seu arsenal nuclear e buscar soberania europeia na defesa, reduzindo dependência de Estados Unidos e fortalecendo interoperabilidade com parceiros, como a Espanha, além de apoiar Ucrânia e avançar com o SCAF.
  • Ministra Alice Rufo afirma que operações militares que desestabilizem a região não são desejáveis, defendendo diplomacia com sanções fortes para o programa nuclear iraniano e maior autonomia europeia em defesa.
  • França pretende liderar uma missão internacional de liberdade de circulação marítima no Mediterrâneo e próximo ao Golfo, com reforço de presença no Oriente Médio e proteção do canal de Suez e do Estreito de Ormuz.
  • Sobre dissuasão nuclear europeia, Rufo diz que a ideia é soberania compartilhada entre aliados, com possibilidade de participação de forças convencionais em exercícios, sem compartilhar decisão final ou financiamento.
  • Em relação ao Líbano e à Ucrânia, o governo francês exige desarmar o Hezbollah, apoiar recuperação de território e manter compromissos com a Ucrânia, destacando a necessidade de responder a ações de Rússia e manter a unidade europeia frente a Groenlândia.

Alice Rufo, ministra delegada de Defesa da França, concedeu entrevista ao EL PAÍS destacando a necessidade de Europa ampliar autonomia militar diante da constatação de redução da dependência dos EUA. Ela afirmou que a presença de Donald Trump não é um simples intervalo na história das alianças.

A dirigente, que atua como uma das vozes mais próximas de Macron, enfatizou que a França busca fortalecer a interoperabilidade com parceiros europeus, manter o apoio a Ucrânia e evitar desdobramentos que desestabilizem o Oriente Médio ou desviem foco de conflitos pendentes.

Rufo ressaltou que, diante de crises, é preciso que a Europa desenvolva capacidade de resposta própria e reforce a indústria de defesa, para reduzir dependência de fornecedores externos. O tema foi discutido durante uma viagem a Madrid para tratar de cooperação industrial.

Autonomia europeia e indústria de defesa

A ministra citou o SCAF, o projeto conjunto de caça europeu envolvendo França, Alemanha e Espanha, como exemplo de agenda comum. Ela afirmou que ambos os países compartilham a ideia de aumentar a soberania em defesa sem abrir mão da solidariedade com aliados.

Ainda sobre orçamento, Rufo destacou que cresceram os gastos em defesa, mas é essencial ampliar a autonomia para não ficar sujeito a prioridades alheias. Espanha é citada como parceira importante nesse movimento.

Cenário regional e respostas militares

Em relação ao Líbano, Rufo afirmou que a França quer evitar uma operação terrestre em grande escala por parte de Israel, ao mesmo tempo em que pressiona por desarme de Hezbolá. O objetivo é recuperar o controle do território sem ampliar riscos para a região.

Sobre a situação no Golfo e no estreito de Ormuz, a ministra mencionou reforço de presença no Mediterrâneo oriental, com o porta-aviões Charles de Gaulle e uma fragata perto de Chipre. A missão busca garantir a liberdade de navegação conforme direito do mar.

Irã, nuclear e disuasão

Rufo reiterou que o Irã representa risco regional por meio de programa nuclear e de mísseis balísticos, além de proxies como Hezbolá e Hamas. A posição francesa prioriza diplomacia com sanções mais duras, sem apoiar ações militares que desestabilizem a região.

Sobre a extensão do guarda nuclear europeu, a ministra disse que a dissuasão pode envolver cooperação com aliados que a solicitem, mantendo soberania na decisão final. Exercícios com força convencional podem ocorrer em conjunto.

Guerra na Ucrânia e alianças

A França pretende manter seus compromissos com a Ucrânia, destacando que o esforço de defesa europeu pode reduzir a dependência de decisões alheias. Rufo lembrou que a produção interna de armamentos é crucial para reduzir vulnerabilidades.

Ela sinalizou que o apoio francês a operações no Golfo não implica mudanças no comportamento ofensivo em conflitos, mantendo a posição de não envolvimento direto em ações militares sem autorização.

Perspectivas com España e aliados

Rufo ressaltou abertura a diálogo com Espanha e demais parceiros europeus, sem confirmar declarações públicas de terceiros. A ideia é ampliar participação em exercícios e estratégias conjuntas, fortalecendo a soberania europeia de defesa.

Ao falar sobre Groenlândia, a ministra indicou que a cooperação europeia respondeu de forma firme, evitando divisões na OTAN. Reforçou a necessidade de limites claros para defender a soberania sem provocar maior escalada.

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